sexta-feira, 27 de março de 2009

Sacrificio de crianças. ( medite sobre isso)

Sacrifício de Crianças.

Dez anos atrás, tive a oportunidade de percorrer em motocicleta, toda a costa do Pacífico desde o Chile, à América Central em direção aos Estados Unidos. Naquela ocasião fiquei escandalizado com o número de informações históricas sobre a prática de sacrifícios humanos, sobretudo de crianças, na América pré e pós - colombiana.
Contam-se inúmeros fatos de sacrifícios humanos, seguidos ou não de antropofagia, seja nas culturas Astecas, Maias ou Incaicas, entre as mais desenvolvidas. Mas o que mais me escandalizou foi o silêncio que se fez disto tanto na imprensa dos meus anos adolescentes como nos curriculuns escolares. Eu nunca ouvira falar disto nos bancos escolares. Para mim, como para muitos os americanos pré-colombianos eram uns tipos ingênuos e mansos, algo romanceados ao estilo do "bom selvagem" de Rousseau.
Recentemente, num estudo muito sério que estou fazendo sobre o semitismo, vou encontrar a pratica de sacrifícios de crianças nos povos da Mesopotâmia incluindo os povos de origem semítica. Autores judaizantes, ou ao menos mais preocupados com a defesa do judaísmo, procuram também, lavar as mãos da culpa destes sacrifícios humanos atribuindo estas práticas encontradas na sua história, à assimilação por parte dos hebreus de cultos estranhos ao culto de Abraão, ou melhor, às posteriores tradições mosaicas. Não desminto. Todavia, só como exemplo vai citar o mais conhecido dos sacrifícios, o sacrifício de Javé- Yiré, ou o sacrifício de Isaac. Lê-se no Gênesis 22, s: Deus disse a Abraão: "Toma teu filho, teu único filho a quem tanto amas, Isaac; e vai à terra de Moriá onde tu o oferecerás em holocausto"...; e diz em seguida: (...) "Depois estendendo a mão tomou a faca para imolar o seu filho"... Porém como todos sabem este sacrifício exemplar não se realizou, e no lugar de Isaac, foi imolado e queimado um cordeiro.
Posso dizer, pelo menos neste caso, sem muita profundidade teológica, que Abraão, deslocou, por assim dizer, o sacrifício humano, para o cordeiro, dando um grande passo moral nas primitivas concepções "sacrificiais". Igualmente, ouso dizer aqui, que o sacrifício cruento, sacrifício humano na cruz, de Nosso Senhor Jesus Cristo, criança sim, não no sentido cronológico, pois já passava dos trinta, mas no sentido da pureza e inocência, e que dada a sua alta dignidade é insuperável como sacrifício na sua natureza humana e divina, isto é, impossibilitando com o sacrifício de si próprio que outro sacrifício qualquer possa alçar à sua altura, ou que exista outro sacrifício mais propiciatório, expiatório ou redentor que o de Cristo, e transfere de uma vez por todas, a natureza do sacrifício cruento humano - divino e o substituí para sempre, pelo sacrifício incruento do altar. "Fazei isto em memória de Mim".
Isto é magnífico, e digamos, é a representação final, cabal, do cordeiro "substituto" de Isaac, filho de Abraão. É a sublimação dos sacrifícios do Levítico, é a perfeição moral como jamais fora alcançada.
Todavia hoje, surpreendentemente os fatos jornalísticos apontam para freqüentes casos de magia ligados à morte de crianças. Aqui no Paraná, que Deus nos perdoe , houve alguns casos. No nordeste brasileiro outros, enfim surgem, estes ou aqueles, como um testemunho evidente da barbárie em que vivemos neste mundo. Mais do que isto, mas muito mais sério, e me constrange o coração é o sacrifício bestial, (oferecido aos deuses do egoísmo, da irresponsabilidade, do descompromisso, da ausência de amor ao próximo) de infinidade de crianças pela prática do aborto, esta barbárie hedionda praticada em todo o mundo, este estigma, este pecado que clama aos céus e que exige o maciço e urgente arrependimento dos homens de todas as raças e credos.
Criança é esperança. Sexo é responsabilidade.
Figurativamente e não teologicamente, podemos dizer, num sentido estritamente pedagógico, que a concepção humana é uma imagem em miniatura da criação e da encarnação do Verbo Invisível consumada em Cristo Homem. E o Verbo se fez Carne... E habitou entre nós. Quem haveria de querer abortá-lo? Talvez um Herodes, o indumeu, que mandou matar as crianças em Jerusalém ao tempo do nascimento de Cristo. Terrível orgulho é opor-se à obra de Deus.
Compromisso com a vida é o SIM de Maria. Compromisso com a vida é o SIM de todos os pais, qualquer que sejam as circunstâncias.

Wallace Requião de Mello e Silva.
Psicólogo.

O proximo presidente do Brasil.

O próximo presidente do Brasil haverá de resgatar nossa dívida com a África.


Muita gente da minha geração haverá de lembrar as palavras iniciais do célebre discurso de Martin Luther King: ... "Eu tive um sonho".
Eu também tenho um sonho, o sonho de ver o governo brasileiro empenhado num programa sistemático de ajuda a alguns dos povos africanos de raça negra. Temos uma dívida para com eles.
É obvio que temos problemas em casa. Que existe miséria no Brasil. Que temos muito que fazer para resolver os problemas internos. Todavia, ninguém haverá de me desmentir se eu afirmar aqui, que o mais miserável dos brasileiros não deixará de sentir alguma profunda alegria ao ver o fruto de seu trabalho (seja da coleta de um lixão, seja do catar papel, seja da esmola implorada) encher a boca e o estômago de uma criança.
Meu amigo Antônio Marraco, espanhol, naturalizado equatoriano, ao descer o Orenoco numa aventura, pode testemunhar até onde vai à caridade do povo humilde brasileiro. Marraco, naqueles confins da Amazônia, precisou da ajuda e da comida de brasileiros miseráveis, negros neste caso, e emocionou-se quando o dono da "tapera" foi buscar no seu "tesouro", que não passava de uns seis objetos ao todo, e tirou dali uma lata de leite condensado já aberta e ofertou ao ilustre e necessitado viajante. Não há limites para a caridade de um pobre.
É neste sentido, que sonho com um programa de ajuda aos povos da África, principalmente daqueles que foram origem, fonte, de nossas populações negras.
Fosse possível, eu gostaria de comparar a vida dos negros oriundos da escravidão no Brasil, com a vida daqueles que ficaram "livres" na África, durante séculos como vítimas, ao sabor das explorações "livres" de outros povos. Sim, mesmo sem poder fazê-lo, quero crer que os negros no Brasil tiveram uma vida privilegiada em relação aos seus parentes africanos. Hoje, sem dúvida alguma, os negros brasileiros vivem em melhores condições que os negros africanos. Tenho ouvido as homilias feitas pelos Missionários do Verbo Divino, principalmente as do padre Léo que tem um irmão padre na África, e que dão um testemunho da condição miserável de alguns povos africanos tais como o de Ghana. Miséria sem perspectiva de solução.
Quando penso em nós, elite brasileira, que comeu dos grãos, frutos do trabalho de mãos negras, que deitou em limpos lençóis e cheirosos travesseiros cuidadosamente passados por mãos negras. Que adoçou sua vida com o açúcar da cana plantada por mãos escravas. Nós que tivemos nossas casas elevadas tijolo a tijolo por negros, mulatos e cafuzos, e uma vez concluídas as nossas casas e as cidades, foram protegidas por mãos negras, nas corporações militares e policiais, não podemos enquanto elite, e povo, omitir ajuda às crianças africanas.
O próximo presidente do Brasil, ao contrário deste, que privilegia capitais em detrimento dos homens do trabalho, haverá de nos envolver em programas de produção de socorro material aos povos africanos e vizinhos. Não riam, pois em minha vida profissional, não foram poucas as vezes que vi indivíduos, famílias e empresas saírem da miséria financeira ou moral em que viviam quando conseguiram ver que havia outros problemas além dos próprios. Quando passaram a colaborar com a amenização da dor alheia em vez de exercitar a própria. Quando trabalharam para a solidariedade e não para o egoísmo auto-centrado.
Ajudar os negros não é esta tolice de "valorizar" a música, a umbanda, a quimbanda, as mulatas, a "cultura" negra. Ajudar o negro, aqui e na América do Norte, é dar-lhe a chance de nos ajudar, e ajudar os seus irmãos de cor, e por nós e por seus irmãos de cor ser ajudados em condições de igualdade e dignidade. É permitir a conscientização e aceitar a nossa origem comum como homens, origens naturais e sobrenaturais, e ver do coração e da fé, os três Reis Magos, reis e representantes das três raças fundamentais, representantes de todos os homens dotados de dignidade e sabedoria, ajoelhados aos pés do menino Jesus, não por temor, mas por amor.
Meu sonho é ver o próximo presidente empenhado num ato de amor em ajudar, com a nossa colaboração de povo, as crianças de nossos irmãos africanos que morrem de inanição num grunhido de dor espantoso.

Wallace Requião de Mello e Silva (1996).

O passado ensina o futuro.

O Desarmamento Nacional. ( 1996)

A autora polonesa católica, Zofia Kossak, que alguns dizem ter ascendência judia foi presa pelos nazistas e desapareceu pouco depois da Segunda Guerra, (O Santo Sepulcro, editora Saraiva, 1950) tecendo comentários "romanceados" sobre o Reino Latino de Jerusalém, descreve um dialogo entre Balduino e Raimundo muito interessante e dotado de muita sensibilidade política.
Escreve ela: “Jerusalém não deveria pertencer a ninguém? Como pode deixar de pertencer a alguém? Quem a guardaria? Quem a protegeria contra os ladrões? Quem olharia para que os habitantes não se exterminassem uns aos outros? Seria preciso que a levantásseis da terra e a colocásseis nas nuvens. Mas então como chegaríamos até lá?
_ Talvez pudéssemos cercar a cidade por guardas e não permitir que entrasse ninguém armado! _sugeriu Balduino.
Raimundo encolheu os ombros com impaciência.
_ Armado ou desarmado? E os dentes, as unhas e os punhos? Achais que os homens não sabem lutar sem espadas? Que não sabem atirar pedras?...Não! Meu rapaz, isto é uma ridícula fantasia. Os homens são homens; tem que viver e pensar como homens.
Interessante é eu ter encontrado esta passagem justamente num momento em que escutava um programa de radio em Curitiba debatendo o "Desarmamento Nacional". Por isso tomo a liberdade, amigo leitor, de pedir e republicar um artigo de minha autoria, se este jornal concordar, e recordar uma posição política que foi bastante elogiada quando publicada nacionalmente pela revista Magnum, especializada em armas, de março de 1995 a pagina 7.


Segue texto... O Direito à Defesa.

"Acabo de saber pela imprensa que nosso Ministério da Justiça tomou uma iniciativa - piloto em Brasília (DF) para desarmamento daquela população. Todavia, caso esta iniciativa não atinja todo o povo (bons e maus cidadãos, num patamar de, pelo menos, cem por cento), o que me parece - nas circunstâncias vividas - uma utopia, sou radicalmente contrário.
Em princípio dentes, unhas, punhos, joelhos, pés e pernas são armas; facas de cozinha, chaves-de-fenda, martelos de carpinteiros e machados de lenhadores também são armas quando usados como tal; igualmente, uma simples pedra pode ser uma arma. Não é preciso lembrar que o corpo humano pode ser adestrado como poderosa arma de combate tão mortal quanto uma Arma de Fogo.
Ora, deste modo obviamente ninguém desejará andar banguela, maneta ou perneta em nome de um pretenso desarmamento preventivo. Ninguém também pensa em proibir a venda de facas de cozinha, machados, martelos e chaves-de-fenda. Muito menos haverá pessoas pensando em proibir a venda de automóveis, não obstante serem eles as causas da maioria das mortes neste país de criminosos no trânsito.
Sendo assim, claramente percebemos que o que não se coíbe são a violência, a injustiça e o caótico estado dos valores éticos e morais que vivemos. Mais: também não se coíbe a violência que se comete contra estes mesmos valores. Esta é, em realidade, a questão de fundo: a ferida nacional que não se quer tocar.
Sim, amigo defender-se é lícito moralmente, ou seja, é um ato moral. Mesmo a prudente doutrina católica, perfeita, a exemplo do catecismo de São Pio V (e outros) já discutiu em pormenores o direito de defesa. Ainda que ali se diga que o direito de defesa cessa ao subjugar a agressão, e que qualquer excesso já é abuso do direito e violência, ninguém de bom senso negará ao agredido igualdade de condições para defender-se. Ral princípio é aquele que permite aos exércitos armarem-se e defender pátrias; em nome da ordem nas cidades, o mesmo se aplica, em primeira instância, às polícias.
Dentro deste princípio e nas circunstâncias sociais em que vivemos, quando o Estado não consegue responder com o exercício competente de seu dever é que o cidadão, num ato de quase desespero, pode e deve lutar, ainda que armado, para manter-se ileso e íntegro física e moralmente no seu núcleo de valores.
Daí se compreende que proibi-lo de armar-se é, por assim dizer, proibi-lo de defender-se em igualdade de condições, ou seja, é obrigá-lo a ser agredido por todo o tipo de violência e perder a luta. Em outras palavras: seria submetê-lo ao Mal, às injustiças e aos crimes.
Cumpra o Estado com perfeição o seu dever (sonho e expectativa de todo o cidadão lúcido), numa ação preventiva e emergencial, e o conjunto dos bons cidadãos, aqueles que cumprem as leis, poderão abrir seus punhos tensos para estender as mãos num aperto solidário e moral. Enquanto isto não acontece e que não se coíbe o contrabando de armas, a impunidade civil, o crime organizado e as paixões e vícios irrefreados dos homens, todo o tempo e em território nacional parece prudente e de bom senso deixar que o cidadão que quiser se arme, caso possa e esteja habilitado para fazê-lo.
Caso contrário, virá da parte do Estado mais uma nova lei injusta para cercar a liberdade e o exercício do direito de defesa dos bons cidadãos, enquanto os foras da lei, os maus, por não se acharem obrigados por lei alguma, justa ou injusta, armar-se-ão até os dentes.



Wallace Requião de Mello e Silva
Curitiba (PR)

Eu me pergunto.

Eu me pergunto: tendo tantos leitores porquê ninguem se inscreve como seguidor desse Blog?

No ar.

No ar, há algo mais brilhante do que a estrela de David.

Recebi nesta tarde, da Assessoria de Imprensa da Presidência da Republica, um comunicado que me pareceu interessante comentar. Trata-se de uma manifestação do Sr. Tommy Baer, presidente da B' nai B' rith Internacional, uma organização mundial para a "restituição" judaica, congratulando o nosso Presidente, por, digamos, ter convenientemente criado uma "comissão" para ajudar a rastrear o ouro e o dinheiro seqüestrado pela Alemanha Nazista após a Segunda Guerra Mundial.
Até aí tudo bem.
Diz, em dado momento, o texto: "Usaremos a comissão do Brasil como um exemplo de honestidade e da abertura que se deve esperar de sociedades verdadeiramente democráticas". Comento: a mesma abertura que se espera da sociedade racial-religiosa- sectária do povo de Israel.
Em seguida diz o Sr Abrão Leventhal: “é um ato de coragem que pretende restaurar a verdade".
Pois é, em nome da democracia e da verdade que escrevo este comentário.
Recentemente o embaixador da Suíça nos EUA foi demitido por envolver-se num deste caso do "Ouro Judeu". Vejam os leitores que o negócio é mesmo importante. Deve ser muito ouro. Ou muito ódio.
Mas, dizem alguns autores que escrevem sobre o episódio, que morreram seis milhões de judeus na Segunda Guerra Mundial. Outros desmentem estas quantias com cifras tão discrepantes e inferiores que ficamos verdadeiramente estarrecidos, confusos até. Com quem estará a verdade? Com os judeus ou com os revisionistas históricos.
Lendo, por exemplo, a obra "A Fonte de Israel", livro que serve de instrumento ao proselitismo israelita, perceberemos um eterno discurso da singeleza racial dos hebreus, seu desapego às questões materiais, sua humilde origem pastoral e agrícola, seu horror à vaidade, seu senso de utilidade. Pantar, pastorear pareça ser em fim o direito tão reivindicado por gerações e gerações de hebreus... O bucólico direito de plantar e criar suas ovelhas, vivificando os "desertos" da terra prometida num shalom universal após a expulsão, pelas armas, se preciso, ou o extermínio dos palestinos. Não cheguemos a tanto, como fizeram os filhos de Jacob após o evento envolvendo sua irmã Dina. Ou quando David tomou pelas armas Jerusalém que não lhe pertencia. Shalom.
Fico pensando então de onde vieram estes bens, dinheiro e ouro, em quantidades tão fabulosas que cinqüenta e tantos anos depois continuam a ser procurado pelo mundo todo. Não consigo imaginar que seja uma mera questão de justiça, afinal, nas guerras, cometem-se tantas injustiças, e esquece-se delas tão rapidamente, conforme o interesse dos povos vencedores.
Eu me pergunto: haverá maior riqueza que a vida?
Sempre pobres, indefesos, e perseguidos os judeus, pelo menos os casados, haveriam de ter, durante a guerra, ao menos uma aliança de ouro. Pobres, privados da saúde, vivendo nos guetos fétidos, haveriam de ser, não digo a maioria, bem carentes de dentes, que é claro, seriam substituídos por próteses em ouro. Aí esta outra fonte de riquezas. Outro ouro, em quantidade, isto é, outra fonte de "bens" dentro da Alemanha tão arredia, tão cheia de problemas sociais desde a primeira grande guerra é difícil entender, justificar, explicar... Terras? ... Objetos de arte?...Livros? Tudo possível... Mas grandes quantidades de ouro? E guardados na Suíça? Bem, na verdade nunca se sabe em que negócio está metido um hebreu.
Vamos tomar, para fim de calculo, o maior número. Por exemplo, seis milhões de judeus. Vamos colocar na mão de cada um deles, casados ou não, uma aliança de dois gramas em ouro (lembrem-se eles eram pobres e desapegados por isso haveriam de usar alianças leves,) ou um anel de quatro gramas, e alguns dentes de ouro. Podemos encontrar, assim, também alguns relógios, e correntes, e umas trinta moedas de prata. Feitas as contas, na ponta do lápis, não encontraremos quantia maior que vinte e poucas toneladas de ouro. Não é pouco. Só aqui no Brasil desprezamos quantidades como estas. O Brasil, coitado, tem exportado oficialmente uma média de quatorze toneladas de ouro por ano, ouro que pertence ao Estado brasileiro e ao pobre e sempre explorado povo brasileiro. No entanto ninguém entre os brasileiros criou o Brazil B' rith Internacional para saber e rastrear a quem tem enriquecido este ouro, tão nosso, e que nos é tirado sem guerra. O povo brasileiro, certamente não enriqueceu com ele.
Agora, para quem não sabe, com a venda da Companhia Vale do Rio Doce, as jazidas do Morro do Alemão, que é a jazida mãe daquela explorada em Serra Pelada (quem não sabe o que isto significa procure se informar), que é infinitamente maior em quantidade de ouro, vai sendo vendida a preço de banana para um judeu de nome Oppenheimer monopolista internacional do comércio de ouro. Não será ele parente também parente de Jacob Oppenheimer, outro judeu norte-americano que dirigiu o Centro de Pesquisas de Energia Atômica de Los Alamos? Não foi por isto que a Merryl Linck deixou de informar a presença de urânio nas jazidas que serão transferidas pela venda da Vale. Energia atômica é monopólio do Estado.
Acho que nosso presidente, sempre tão bem intencionado, aconselhado por sua esposa de sangue oriundo da "diáspora”, ou por Abrão Leventhal e pelo ideal de Nahum Goldemann, e ainda pelo ministro da justiça Nelson Jobim (o castor), que fazendo parte desta comissão de investigação do ouro judeu, foram convencidos, que o ouro dos judeus, todo ele, foi escondido no Brasil e enterrado, o que gerou, pela quantidade enterrada, o "MORRO DO ALEMÃO". O morro de um alemão nazista, certamente.
Só pode ser isto.
Não me chamem de cínico, nem de nazista, nem de anti-semita, porque não sou. Apenas amo o meu país e me sinto profundamente escandalizado pelo silêncio de todos os políticos de expressão, combativos, incluindo aqueles envolvidos com a CPI dos precatórios, pois se apegam ao cisco e deixam a trava passar. Seguram a mosca dos precatórios para deixar passar o elefante da Vale.
Se ainda existissem homens da tempera dos gregos para enfrentar os "elefantes" persas.
E o que dizer de José Sarney, que em 84, pouco mais pouco menos, recebeu segundo nos conta Fábio Proença Doyle, jornalista e ex.- funcionário graduado da Usiminas, que, em artigo publicado no jornal Tribuna da Imprensa de 6 de dezembro de 96, denuncia dos japoneses, uma proposta de um grupo de seus empresários e financistas que teriam se comprometido a pagar "crash" a dívida externa brasileira em troca de uma concessão exclusiva por trinta anos das minas de Carajás. E o Sarney não diz nada. Ninguém diz nada. Quem é o Mentiroso? O que mudou?
Não quero saber onde anda o ouro dos avós de meu filho por linha materna que certamente era pouco, um par de alianças talvez, quero antes saber, e isto é essencial para mim, onde anda, por onde tem circulado, a quem tem enriquecido e porque entregar as riquezas do subsolo do Brasil deste modo ao capital internacional, que esta, tão bem articulado, nas mãos, e todo semi-alfabetizado sabe, destes senhores desapegados, destes pastores e agricultores hebreus? Lembro aqui, com toda a malícia possível as palavras da Chefe de Estado dos EUA, que é judia; disse a senhora Albright: "Não devemos nos envergonhar de defender os nosso interesse diante do mundo..." e os americanos pensaram que eram os interesse do povo americano... Que ingênuos. Margareth Albright se dizia católica, assim como John Davidson Rockfeller, o maior monopolista de petróleo do mundo se dizia protestante e era judeu.
Ouro judeu,... enterrado sob o "Morro do Alemão" parece piada ... Cinismo meu, mas uma vez vendida a Vale, não será este ouro do Sr. Oppenheimer? Então porque não procurar o ouro brasileiro e para os brasileiros. Para desenvolver o Brasil e não o Israel.
Não acreditem que o Estado é incompetente para operar a exploração econômica de alguns setores, porque se for, o Estado também incompetente para gerir a educação, a saúde, a coisa publica, e estaremos aceitando a auto-gestão que num mundo de capitais concentrados é o mesmo que aceitar a escravidão das massas. Há quem diga que não muda muito, a grande maioria deste mundo vive na miséria e na escravidão.
Em visita a New York quando da celebração dos 500 anos do descobrimento da América, visitei uma exposição, sobre o tema "América 500 anos", realizada no interior do porta-aviões "Infinity" , ancorado ali, no final da 49 St., onde se dizia que Colombo só descobriu a América porque havia alguns sábios judeus por detrás. Logo, logo, estarão reivindicando o Brasil. Digamos que já o fizeram com os EUA usando-o como braço armado de seus interesses, e agora, já afirma que o comércio do pau-brasil e do açúcar, era feito por judeus, (e era, como também, eu pergunto quem respondia pelo comércio de escravos para trabalhar nos canaviais) e sem eles não seria possível o enriquecimento de Portugal. O que lhes da o direito sobre o Brasil. Afinal o primeiro arrendatário do Brasil, Fernando de Noronha, era judeu. E não foram eles, e são eles mesmos que afirmam que traíram, no bom sentido é claro, por causa da lei, o Brasil- Português colonial, facilitando a invasão holandesa, porque estes últimos, os holandeses, propagavam a liberdade de culto religiosa. E não são eles que dizem que partiram para a América do Norte depois da derrota de Mauricio de Nassau.
Vitima eternas, este povo tão sofrido, Fundamenta sua religião na raça e na aliança circunciso- nacionalista, e vive um "perushim" (separação do que é estrangeiro ou impuro) israelita.
Na verdade querem os filhos de Cam a servi-los como escravos de seus escravos, e os de Jefet, a servi-los no interior de suas tendas, e o mundo todo a seus pés e a seu serviço, pois somos todos, como diz o Torah, descendentes dos filhos de Noé. Sem, o escolhido, semita, de onde vem o povo hebreu, Cam, vítima do porre de Noé e da imprudência de sua pouca idade e Jefet.
Ou seria apenas, nesta novidade publicitária, divulgada pela Assessoria de Imprensa da Presidência da República, uma desculpa para justificar mais este proselitismo de raça e de injustiça universal movendo o sentimento profundo da comunidade judia e seus meios de comunicação, provocando a união e estimulando o seu espírito corporativista em favor da venda do "ouro alemão" da Vale, afinal estamos endividados para com eles, e movendo o povo hebreu pela "simpática" e corajosa atitude do presidente FHC (o presidente abreviado) em defender abertamente e contra os interesse do povo, o ouro judeu, sobretudo aquele soterrado sob o "Morro do Alemão", justamente porque, agora, quem sabe, os padres católicos defendem com sua vigorosa estrutura, o Brasil, neste momento de entrega e traição aos interesses da pátria?
Entrega que desta vêz não é feita aos holandeses em nome da liberdade de culto, é preciso que se diga. Há algo mais brilhante sob o solo do Brasil que a brilhante estrela de David.

Wallace Requião de Mello e Silva
O autor trabalhava em Brasília em 1996

Racismo velado.

Racismo se esconde na omissão.

Lindo o novo parque Alemão. Uma agradável homenagem feita aos alemães e à sua substancial contribuição à vida de Curitiba, aqui, perfeitamente expressa pela obra do executivo municipal. Lindo o parque ucraniano. Poético o polonês. Simpática a “Praça do Japão”.
No entanto, sempre marcou a minha consciência e escandalizou os meus sentidos a ausência omissa na questão dos negros e mestiços na formação étnica e cultural da Cidade de Curitiba.
Folhetos editados pelo poder público, livros sobre o Paraná e Curitiba, manuais fotográficos, comentários sobre a arquitetura, a música e os costumes, dão sempre a impressão que o negro foi uma figura ausente na formação de nossa cidade.
Alemães, Italianos, Poloneses e Ucranianos são, por assim dizer, o emblema falso que todas estas publicações usam para definir o povo curitibano. Mais recentemente se acrescentou, via status, o povo Japonês ao “cardápio”, que apesar de tardiamente ter emigrado ao Brasil, pois não faz cem anos que aqui estão e já ocupam destaque nas fotos emblemáticas que mostram as tradições e folclores do paranaense e curitibano. Sem desmerecê-los, vejo nisto um pouco de exagero. E negros, onde estavam os negros?
Hoje, fazendo uma pesquisa encomendada pelo deputado Maurício Requião vai encontrar no inventário sobre a cidade de Curitiba, transcrito na obra do professor Ernani Straube, que nos diz, que em 1693, Curitiba possuía uma população de 5.819 pessoas sendo que 4102 eram brancos, 955 mulatos e pardos frutos de miscigenação e 762 negros. Ora, isto significa que, nada mais nada menos que trinta por cento da população curitibana era negra ou mestiça ao momento de sua fundação. Como então podemos desconsiderar este fato? Como podemos omitir nos manuais, folders, livros e guias a presença dos negros na vida de nossa cidade?
Que tipo de sentimento desenvolve tamanha cegueira? Que tipo de ingratidão cívica é responsável pela omissão que faz vistas grossas ao esforço e a contribuição dos negros em nossas vidas? Que nos dirá o IBGE nos dias de hoje? Qual o percentual de negros na população de Curitiba,... e de mestiços?
Sei que no passado próximo o poder público inaugurou a Praça do Zumbi numa tentativa de resgatar um pouco desta cegueira crônica, infelizmente não acho que esta caricatura de rebeldia reivindicatória esboce com fidelidade a contribuição negra na vida cultural e no processo civilizatório brasileiro.
Sinceramente eu interpreto estas omissões como um racismo velado.

Wallace Requião de Mello e Silva.

Muita gente à época não acreditou.

REQUIÃO REAFIRMA: LERNER QUEBROU O PARANÁ POR ISSO SONEGA INFORMAÇÕES AO SENADO DA REPÚBLICA

O senador Roberto Requião respondeu ontem às críticas do governador Jaime Lerner sobre sua postura na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado exigindo informações sobre a situação financeira do Estado. “Lerner se negou a prestar esclarecimentos sobre a real situação financeira do Estado e está tentando esconder uma realidade muito séria que é o desequilíbrio entre receita e despesa do governo”. O governador está emocionalmente abalado e parte para os ataques pessoais, quando deveria prestar as informações solicitadas pelos senadores, em decisão unânime da Comissão de Assuntos Econômicos -CAE, arrematou Requião.
Se o governador está preocupado com os pequenos produtores rurais porque extinguiu o programa Panela Cheia, que financiava os agricultores com equivalência em milho ? Questionou Requião. O senador paranaense ressaltou que está cumprindo o seu dever de fiscalizar o governador e apoiar o Paraná. “Tenho o dever de evitar que o Lerner faça com o Paraná o mesmo que o Quércia e o Fleury fizeram com São Paulo”.
O Paraná passa por dificuldades financeiras que o governo tenta ocultar e essa postura gerou indignação no Senado, disse Requião. O Senador paranaense informou que somente em agosto o governo do Estado vendeu R$ 138 milhões em ações da Copel para cobrir o furo no caixa do Estado. “O Lerner está transferindo os títulos podres do grupo Atalla para o Fundo de Desenvolvimento do Estado- FDE-, para com isso maquiar o balanço do Banestado. O melhor exemplo do “desgoverno” do Paraná é o aluguel de um jatinho para servir o governador que custa R$ 250 mil por mês, enquanto isso entrega a Ferroeste por R$ 69 mil”,comparou Roberto Requião.
ATAQUES PESSOAIS
O Senador Roberto Requião lamentou que o governador Jaime Lerner tenha partido para os ataques pessoais na tentativa de encobrir a realidade econômica do Paraná. Ele lembrou que o atual governador recebeu o Estado equilibrado financeiramente, a ponto de executar, com recursos próprios, obras de responsabilidade do governo federal como é o caso da duplicação da BR 376 (Curitiba/Joinville) a ponte de Guaíra e a própria Ferroeste. Para Roberto Requião, o Senado está tomando medidas para que no futuro não seja acusado de negligência, como vem ocorrendo com os títulos de Santa Catarina, Pernambuco, São Paulo e Alagoas, que deram origem a uma CPI.
“Se o Collor em Alagoas, Quércia e Fleury em São Paulo, quebraram os Estados quando estavam no governo, não vou permitir que o Lerner quebre o Paraná, para atender suas vaidades”, afirmou Requião. A única transformação que os paranaenses estão vendo é um Estado que era exemplo de administração, ser lançado num burraco negro da inconsequência, finalizou Requião.

Escravidão da Mulher

Observando um grande peixe nadar voraz em direção à isca, e depois debater-se, lutar, para enfim cansado descobrir-se preso pelo anzol e próximo da morte, tivemos uma visão clara, quase literal, uma verdadeira dissertação sobre o movimento de libertação da mulher.

Obras como: A História da Vida Privada de Phillipe Ariès e a A Família nas Diversas Sociedades de Starcke, poderiam ajudar o leitor a melhor entender a maneira como evoluiu o pensamento da mulher e a sua condição social através do tempo histórico. Todavia é difícil encontrar em diferentes períodos uma escravidão tão sutil, uma perda tão profunda da dignidade da mulher como nos dias em que vivemos.

É verdade que a cultura judaico-cristã foi sem dúvida a que mais elevou e libertou a mulher. Toda a estima e alta dignidade da mulher, toda a liberdade e autonomia de sua vontade, a nosso ver, está muito bem expressada na imagem cristã do Deus, todo poderoso, quando, pediu consentimento à Maria para gerar-lhe um filho. Do mesmo modo o conjunto dos ideais cristãos atribuiu um novo sentido e definiu o amor. Assim como Nilton definiu a lei da gravidade (fenômeno existente), mal comparando, o cristianismo definiu as leis do amor. Compromisso, responsabilidade, proteção e o ato de prover passaram a ser quase que sinônimos do conceito de amor.

Nesta condição pode-se dizer que em momento algum da história a mulher foi mais digna, segura e amparada, materialmente, afetiva e sexualmente do que quando inserida numa sociedade e numa família cristã. Nada nestes últimos séculos depunha contra o testemunho desta imensa multidão de mulheres felizes que assumiram o ideal cristão.

Todavia a índole tirana e abusiva de alguns homens modernos, que imaginam viver a licenciosidade dos tempos primitivos, lançou uma isca, retornando a um antigo ideal, já muito usado, onde não importa o compromisso entre homem e mulher, mas sim a expressão máxima da paixão. Paulatinamente levantaram a dúvida quanto à felicidade afetivo-sexual da mulher inserida no ambiente cristão, não verdadeiramente preocupados com elas, mas, num retorno ao paganismo apaixonado, que os permita viver as suas próprias voracidades e falsas liberdades. Assim, ainda que a mulher não admita, os homens criaram a isca, a linha ideológica e o anzol que submeteria a mulher moderna mais uma vez à escravidão que a tirará de sua natureza para implodi-la na “liberdade” de um hedonismo estéril.

A olhos vistos a mulher moderna vive, luta e debate-se num mecanismo de rebeldia e depressão, sofrendo a trágica conseqüência da perda de sua dignidade, com a violência à sua natureza afetiva e maternal. A cada dia é menos amada e mais passional. Mais explorado, mais comercializado, mais utilizado por uma sociedade de homens perversos que tripudiam sobre elas, inspirados por forças de ordem quase sobrenatural.

Nisto há como uma semente, um grito de morte e ingratidão ao dom da vida.

Cada dia que passa é maior o número das mulheres que se arrastam em uma luta sem tréguas e sem descanso, mal provendo seus filhos, reclamando e desencorajando a maternidade e mesmo o casamento, desejando um amor que já não encontram, satisfazendo suas pequenas paixões em relações de risco, abandonando ou negligenciando seus filhos e muitas vezes abortando, ou ainda, em ato de desespero, assumem a anticoncepção ou a esterilidade permanente para viverem a fantasia da “liberdade do prazer” ou “o prazer que liberta” numa ação semelhante ao usuário do álcool ou da cocaína que depois da euforia descobre que no vício vive, na realidade, a escravidão.

Se nós, homens modernos, não cremos mais no compromisso, na estabilidade das relações, como então proteger, amparar prover e educar? Sem compromisso e sem estabilidade, é inútil qualquer esforço, e isso leva a cairmos num individualismo crônico, num hedonismo estéril, que por vezes nos mostra sexualmente satisfeitos, mas dificilmente seguros, correspondidos ou amados, salvo naquela exceção que é o narcisismo, o amor de si mesmo, a solidão mais profunda, a perfeita escravidão.



Wallace Requião de Mello e Silva.


Curitiba, 11 de novembro de 1.995

O mito das cidades.

O mito das cidades.

Olhar o mundo pela TV e ouvi-lo pelas rádios, cria um fenômeno semelhante ao que observamos quando olhamos por um tubo. Nossa percepção fica limitada ao pequenino espaço-imagem concentrado no final do tubo. Tudo o mais desaparece.
Quando nos libertamos desta visão dirigida pela mídia encontramos um mundo riquíssimo, enorme, apesar dos esforços que a tecnologia, bem representada pela telefonia, pelos satélites e os aviões fazem para reduzi-lo e as suas distancias. O mundo é imenso.
Foi quando, pensando no mito que se quer criar da Cidade de Curitiba aos seus próprios habitantes, que me inspirei a investigar velhas cidades míticas como : Nazareth, Belém, Jerusalém, Vaticano, Meca e outras, e o que tinham de especial.
Não se pode julgar sem critérios. E foi partindo da simplória hipótese de que se pode reconhecer o tamanho do animal pelo diâmetro de sua toca, que julguei possível de se estabelecer uma medida de um povo pelas suas habitações, sua indústria e sua arte.
Porém não se pode fazer este julgamento deslocado no tempo, e a cada época devemos desenvolver uma ciência comparada de cidades julgando-as às suas contemporâneas, sem excluir do rol aquelas que a despeito de serem milenares ainda sobrevivem com características muito próprias.
Mas o mundo é imenso, seus povos, fora da ótica da mídia, são como pérolas em águas profundas, riquíssimo tesouro de costumes que nos deleitam a imaginação e nos ocupará a mente, ainda, por muito tempo.
Enquanto eu pinço hipotéticos critérios tais como extensão dos serviços públicos por habitante, área construída versus número de habitantes, ou saneamento por habitante, e ainda, o quanto custa ao cidadão o exercício de seu trabalho considerando-se transporte, alimentação, etc... Fico imaginando se todas as pessoas têm consciência de que o mundo e seus hábitos urbanos não ficaram desvendado com a viagem de Marco Polo, ou com as narrações do sueco Sven Hedim descendo o rio Tamir na Ásia.
Lia a história dos jesuítas portugueses que partindo da Índia, passando pelo Afeganistão encontraram o caminho de Marco Polo e o seguindo chegaram a pé na China tendo o padre Góes explorado a Tartárea chinesa e o padre Antônio de Andrade explorado o Tibet de onde tinha conhecimento que encontraria vestígios do cristianismo inicial, e de cujas viagens narra , quando voltou em 1625, a fundação de uma igreja, os costumes, a religião e os segredos desta misteriosa região do globo na sua obra:
“ Novo descobrimento do Grão Catay ou das ruínas do Tibet”.
No universo das cidades místicas, cuja amostragem julguei ser menor, o problema dos critérios para compará-las
Já é enorme, quanto mais difícil será a criteriologia para as cidades comuns, cujo universo é infinitamente superior.
Afora isto, deparei-me com a cidade templo de Lhaza, existente na planície do Tibete, construída no cume de um morro rombudo e cercada por todos os lados por altíssimas montanhas. O Tibete por si só, é isolado do mundo, primeiro pelas cordilheiras do Himalaia, depois pelos rios Indo e Brahamaputro, em seguida por mais uma cordilheira, os montes Karakorun que isolam o leste e o sul. Ao norte fica protegido pelos montes Kuen-Lun e ao oeste pelas desconhecidas e inabitadas cordilheiras Chinesas do Rio Young- Tse- Kiang. Pois bem ali, aos cinco mil metros de altitude, talvez visível do cume do Everest, esta a cidade proibida de Lhaza onde vive o Dalai-Lama, espécie de rei e pontifício conselheiro, carro chefe do budismo moderno e aríete de um “deus” escondido na escuridão com fisionomia amarela.
Dizem que ali vivem vinte mil “monges” budistas, sob os seus telhados de ouro, imerso em riquezas de arte sem conta e isolado de toda a influencia da mídia ocidental... mas todavia, há quem defenda, que aqueles orientais influenciam no "ton" da mídia ocidental.
Lá, no longínquo Tibete cada família cede pelo menos um filho para as ordens do Dalai. Viverão então não só isolados do mundo, mas também do seu povo, como o fazem Catuchos e Trapistas na Igreja Católica.
Talvez por desconhecer ou por relativa ignorância, o nosso bom povo ainda não caluniou as suas riquezas, ou as suas tradições, como fazem com a Igreja Católica. Vejam que nem sempre o senso comum tem critérios de julgamento.
Enquanto outra cidades místicas, hoje em ruínas, como Angkor Wate, dão testemunho arqueológico de culturas do passado, e Aristóteles da antiguidade clássica grega defendia que qualquer cidade que passasse dos 10.000 habitantes era uma anomalia, modernamente, por outros motivos, o Chefe de Defesa dos EUA defende a tese de que grandes cidades são um cancro e um alvo fácil para as bombas atômicas inimigas. Poucos anos atrás se calculava, no caso de uma guerra com a Rússia, de que, na troca de bombas, os EUA perderiam 40% mais população do que a Rússia, isto dado porque, a segunda potência, tem sua população mais pulverizada.
Há mesmo quem defenda que num futuro próximo, analisadas as progressões geométricas do avanço da AIDS, para a necessária salvação da humanidade, vítima da grande epidemia moderna, as cidades devem ser abandonadas, evitando-se as suas promiscuidades oriundas da densidade populacional, voltando os sobreviventes com saúde da população para os campos, e para a produção de alimentos.
Afora isto economistas de gabinete e donos do macro capitalismo internacional decidem estratégias de controle da natalidade das nossas e das estranhas populações, que habitam isoladamente desconhecidas regiões do globo ou tiranamente pensam na necessidade de seus extermínios, como donos de pombos, patos ou galinhas decidem a conveniência de que vivam ou não, como se fossem eles a tê-las criado.
Na verdade como existem riquezas além do nosso pequeno nariz, fora das telinhas, para entreter espíritos otimistas e pessimistas, porém, por enquanto, para não passar por herege, e nadar contra a corrente, aceito contra a minha razão, que Curitiba é a “melhor cidade do mundo”, um caro mito local, uma “mística” ilusão vendida pela corte aos cortesãos e mendicantes. Uma bela plataforma política.

Wallace Requião de Mello e Silva.

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Etnias ou minorias?

Texto antigo, problema atual, embora muita coisa tenha melhorado.


Etnias ou minorias?

Recebi o novo calendário do Banestado. Coincidência ou não, soube ao mesmo tempo que um dos movimentos negros moveu ação judicial contra o banco. Ato inútil. O texto do novo Calendário é bem esperto.
Explico melhor: O calendário do Banestado comemora as etnias, o Paraná de Todos Nós. A intenção é ótima, genuína, mas concorre para o mesmo erro que já havíamos denunciado em outro artigo, a grave manifestação de certos preconceitos que falsificam a realidade humana e étnica do nosso estado.
Festejam-se as etenias ucraina, polonesa, italiana, japonesa, suíça, árabe, judia, italiana, espanhola, portuguesa (até que em fim) e omite-se a negra e a india. É sempre assim.
Nós já havíamos escrito denunciando que todos os documentos oficiais de divulgação do estado, livros, folders, catálogos turísticos, mapas e cartões postais fazem sempre esta grave omissão.
Tempos atrás, fazendo uma pesquisa sobre a cidade de Curitiba, encontrei no inventário sobre a cidade à época de sua fundação, documento citado no livro do Professor Ernani Straube, que nos informava, que em 1693 Curitiba possuía uma população de 5.819 pessoas sendo que 4.102 eram brancos e 762 eram negros. Isto significa que perto de trinta por cento da população era negra naquela data.
Encomendei uma quantificação ao IBGE e com a ajuda do Renato Japonês, que é casado com uma negra, obtive os seguintes dados: em Curitiba, numa pesquisa por amostragem domiciliar, realizada em 1995 o IBGE acusa uma população negra de 27.199 e uma parda, miscigenada - mulata, de 484.964 pessoas. Ou seja, temos em Curitiba e região metropolitana mais de quinhentas mil pessoas com raízes negras.
Para o estado do Paraná o IBGE afirma que possuíamos em 1995, 139 mil negros e um milhão novecentos e vinte e seis mil mulatos- pardos. Este número não é nada desprezível. Por isto mesmo é grave a omissão dos documentos oficiais sobre a formação étnica paranaense. Mais grave fica se consideramos que todas as etenias acima citadas, exceção de portugueses e espanhóis, chegaram ao Paraná depois de 1850.
Índios, portugueses, espanhóis e negros são os verdadeiros formadores de nossa nação. Foram eles que enfrentado todas as dificuldades dos 350 anos anteriores à chegada de imigrantes (tão festejados) construíram a nação brasileira.
Onde esta o parque do Portugues? O Parque do Índio?
O negro tem a Praça do Zumbi, mas não o reconhecimento da sua presença marcante e eloqüente, até mesmo pela cor, nos festejos étnicos. Lamento.
Quanto aos índios, o IBGE afirma que são 19.878 no Paraná. A indigenista Luli Miranda confirma que são 2.000 guaranis e 8.000 Kaigangs os índios com que ela trabalhou nestes últimos anos.
Não consegui informação precisa sobre a população indígena à época do descobrimento. Mas o que quero dizer aqui, sobre índios e negros, e que fique bem claro, é uma critica construtiva, um alerta de que índios e negros tiveram, sem sombra de dúvida, uma contribuição muito maior à nossa história e cultura do que os imigrantes (minorias) festejados pelos documentos oficiais.
Ora se os imigrantes chegam, coincidentemente, no século das revoluções culturais, não se pode atribuir a eles o progresso material de nosso estado, posto que, também na Europa, os "progressos" chegavam depois de 1850. Portugueses, negros, índios e mestiços oriundos dentre estas três raças, foram sem a menor dúvida os responsáveis pela verdadeira epopéia histórica paranaense e brasileira.

Wallace Requião de Mello e Silva.
Psicólogo





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quarta-feira, 25 de março de 2009

Logo faremos o comentário.


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Há quem não acredite, mas o PMDB não terá outra escolha, Requião Presidente pelo PMDB.

Candidatos à Presidência do Brasil.

Requião surpreende em pesquisa proporcional ao tamanho do colégio Eleitoral.


Folha de São Paulo.

Opinião Pública - 25/03/2009 Aécio Neves (MG) é primeiro colocado em ranking de governadoresO governador de Minas Gerais, Aécio Neves, do PSDB, é o primeiro colocado no ranking de governadores elaborado pelo Datafolha. O ranking leva em consideração, em primeiro lugar, a nota média atribuída aos governadores, em uma escala que vai de zero a dez, pela população maior de 16 anos de idade de nove Estados e do Distrito Federal. Como critério de desempate é utilizado um índice de popularidade criado pelo Datafolha. O índice varia de 0 (reprovação total) a 200 (aprovação absoluta) e é calculado subtraindo-se as taxas da avaliação negativa (ruim e péssimo) das avaliações positivas (ótimo e bom). A esse resultado soma-se 100 (para evitar a ocorrência de números negativos), chegando-se assim ao índice de popularidade. Para esse cálculo as taxas referentes aos entrevistados que não sabem opinar são excluídas.Aécio Neves obtém, em uma escala que vai de zero a dez, nota média 7,6. Na opinião de 75% dos moradores de Minas Gerais o peessedebista está fazendo um governo ótimo ou bom. Apenas 5% acham que o tucano vem sendo ruim ou péssimo. O índice de popularidade de Aécio é 171.Em 2007, o tucano também era o líder no ranking elaborado pelo Datafolha, com nota média 7,7. O segundo lugar no ranking é ocupado por Eduardo Campos (PSB), governador de Pernambuco, que obtém nota média 7,0. Para 54%, o socialista está fazendo um governo ótimo ou bom, ante 12% que classificam seu desempenho de ruim ou péssimo, o que lhe garante um índice de popularidade de 143 pontos. Cid Gomes, também do PSB, governador do Ceará, fica em terceiro lugar, com nota média 6,9. O tucano é aprovado por 54% e reprovado por 14% dos moradores do Estado, e obtém 141 pontos no índice de popularidade. O quarto colocado é o governador do Paraná, Roberto Requião, do PMDB, que obtém nota média 6,6. Requião é aprovado por 56% e reprovado por 14%. Seu índice de popularidade é 143.O governador do Estado de São Paulo, José Serra, tem nota média idêntica à de Requião. No entanto, perde para o peemedebista quando se trata do índice de popularidade, usado como critério de desempate: atinge 142 pontos, já que seu governo é considerado ótimo ou bom por 53% e ruim ou péssimo por 11%. José Roberto Arruda, do DEM, governador do Distrito Federal, é o sexto colocado, com nota média 6,4 e 143 pontos no índice de popularidade. O democrata é aprovado por 58% e reprovado por 15% dos moradores da capital do país. O petista Jaques Wagner, governador da Bahia, também obtém nota média 6,4. Porém, seu índice de popularidade é 129: seu desempenho é considerado ótimo ou bom por 43% e ruim ou péssimo por 15%. Assim, ele fica em sétimo lugar no ranking de governadores.O oitavo lugar no ranking é ocupado por Luiz Henrique da Silveira, do PMDB, governador de Santa Catarina, com nota média 6,3 e 130 de índice de popularidade (aprovado por 44%, reprovado por 14%).Sérgio Cabral, do PMDB, governador do Rio de Janeiro, é o penúltimo colocado, com 6,0 de nota média e 120 pontos no índice de popularidade (38% de aprovação e 18% de reprovação).A exemplo do que ocorria em 2007, Yeda Crusius, do PSDB, governadora do Rio Grande do Sul, é a última colocada no ranking. A nota média para a tucana é 4,3. Seu percentual de reprovação (49%) é praticamente três vezes maior do que sua taxa de aprovação (17%), o que lhe vale apenas 68 pontos no índice de popularidade. A pesquisa foi realizada entre os dias 16 e 19 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, no Estado de São Paulo, de quatro pontos percentuais no Distrito Federal, de e de três pontos nos demais Estados.
São Paulo, 24 de março de 2009.

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Requião surpreende em pesquisa proporcional ao colégio eleitoral

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Opinião Pública - 25/03/2009 Aécio Neves (MG) é primeiro colocado em ranking de governadoresO governador de Minas Gerais, Aécio Neves, do PSDB, é o primeiro colocado no ranking de governadores elaborado pelo Datafolha. O ranking leva em consideração, em primeiro lugar, a nota média atribuída aos governadores, em uma escala que vai de zero a dez, pela população maior de 16 anos de idade de nove Estados e do Distrito Federal. Como critério de desempate é utilizado um índice de popularidade criado pelo Datafolha. O índice varia de 0 (reprovação total) a 200 (aprovação absoluta) e é calculado subtraindo-se as taxas da avaliação negativa (ruim e péssimo) das avaliações positivas (ótimo e bom). A esse resultado soma-se 100 (para evitar a ocorrência de números negativos), chegando-se assim ao índice de popularidade. Para esse cálculo as taxas referentes aos entrevistados que não sabem opinar são excluídas.Aécio Neves obtém, em uma escala que vai de zero a dez, nota média 7,6. Na opinião de 75% dos moradores de Minas Gerais o peessedebista está fazendo um governo ótimo ou bom. Apenas 5% acham que o tucano vem sendo ruim ou péssimo. O índice de popularidade de Aécio é 171.Em 2007, o tucano também era o líder no ranking elaborado pelo Datafolha, com nota média 7,7. O segundo lugar no ranking é ocupado por Eduardo Campos (PSB), governador de Pernambuco, que obtém nota média 7,0. Para 54%, o socialista está fazendo um governo ótimo ou bom, ante 12% que classificam seu desempenho de ruim ou péssimo, o que lhe garante um índice de popularidade de 143 pontos. Cid Gomes, também do PSB, governador do Ceará, fica em terceiro lugar, com nota média 6,9. O tucano é aprovado por 54% e reprovado por 14% dos moradores do Estado, e obtém 141 pontos no índice de popularidade. O quarto colocado é o governador do Paraná, Roberto Requião, do PMDB, que obtém nota média 6,6. Requião é aprovado por 56% e reprovado por 14%. Seu índice de popularidade é 143.O governador do Estado de São Paulo, José Serra, tem nota média idêntica à de Requião. No entanto, perde para o peemedebista quando se trata do índice de popularidade, usado como critério de desempate: atinge 142 pontos, já que seu governo é considerado ótimo ou bom por 53% e ruim ou péssimo por 11%. José Roberto Arruda, do DEM, governador do Distrito Federal, é o sexto colocado, com nota média 6,4 e 143 pontos no índice de popularidade. O democrata é aprovado por 58% e reprovado por 15% dos moradores da capital do país. O petista Jaques Wagner, governador da Bahia, também obtém nota média 6,4. Porém, seu índice de popularidade é 129: seu desempenho é considerado ótimo ou bom por 43% e ruim ou péssimo por 15%. Assim, ele fica em sétimo lugar no ranking de governadores.O oitavo lugar no ranking é ocupado por Luiz Henrique da Silveira, do PMDB, governador de Santa Catarina, com nota média 6,3 e 130 de índice de popularidade (aprovado por 44%, reprovado por 14%).Sérgio Cabral, do PMDB, governador do Rio de Janeiro, é o penúltimo colocado, com 6,0 de nota média e 120 pontos no índice de popularidade (38% de aprovação e 18% de reprovação).A exemplo do que ocorria em 2007, Yeda Crusius, do PSDB, governadora do Rio Grande do Sul, é a última colocada no ranking. A nota média para a tucana é 4,3. Seu percentual de reprovação (49%) é praticamente três vezes maior do que sua taxa de aprovação (17%), o que lhe vale apenas 68 pontos no índice de popularidade. A pesquisa foi realizada entre os dias 16 e 19 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, no Estado de São Paulo, de quatro pontos percentuais no Distrito Federal, de e de três pontos nos demais Estados.
São Paulo, 24 de março de 2009.

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Opinião Pública - 25/03/2009 Aécio Neves (MG) é primeiro colocado em ranking de governadoresO governador de Minas Gerais, Aécio Neves, do PSDB, é o primeiro colocado no ranking de governadores elaborado pelo Datafolha. O ranking leva em consideração, em primeiro lugar, a nota média atribuída aos governadores, em uma escala que vai de zero a dez, pela população maior de 16 anos de idade de nove Estados e do Distrito Federal. Como critério de desempate é utilizado um índice de popularidade criado pelo Datafolha. O índice varia de 0 (reprovação total) a 200 (aprovação absoluta) e é calculado subtraindo-se as taxas da avaliação negativa (ruim e péssimo) das avaliações positivas (ótimo e bom). A esse resultado soma-se 100 (para evitar a ocorrência de números negativos), chegando-se assim ao índice de popularidade. Para esse cálculo as taxas referentes aos entrevistados que não sabem opinar são excluídas.Aécio Neves obtém, em uma escala que vai de zero a dez, nota média 7,6. Na opinião de 75% dos moradores de Minas Gerais o peessedebista está fazendo um governo ótimo ou bom. Apenas 5% acham que o tucano vem sendo ruim ou péssimo. O índice de popularidade de Aécio é 171.Em 2007, o tucano também era o líder no ranking elaborado pelo Datafolha, com nota média 7,7. O segundo lugar no ranking é ocupado por Eduardo Campos (PSB), governador de Pernambuco, que obtém nota média 7,0. Para 54%, o socialista está fazendo um governo ótimo ou bom, ante 12% que classificam seu desempenho de ruim ou péssimo, o que lhe garante um índice de popularidade de 143 pontos. Cid Gomes, também do PSB, governador do Ceará, fica em terceiro lugar, com nota média 6,9. O tucano é aprovado por 54% e reprovado por 14% dos moradores do Estado, e obtém 141 pontos no índice de popularidade. O quarto colocado é o governador do Paraná, Roberto Requião, do PMDB, que obtém nota média 6,6. Requião é aprovado por 56% e reprovado por 14%. Seu índice de popularidade é 143.O governador do Estado de São Paulo, José Serra, tem nota média idêntica à de Requião. No entanto, perde para o peemedebista quando se trata do índice de popularidade, usado como critério de desempate: atinge 142 pontos, já que seu governo é considerado ótimo ou bom por 53% e ruim ou péssimo por 11%. José Roberto Arruda, do DEM, governador do Distrito Federal, é o sexto colocado, com nota média 6,4 e 143 pontos no índice de popularidade. O democrata é aprovado por 58% e reprovado por 15% dos moradores da capital do país. O petista Jaques Wagner, governador da Bahia, também obtém nota média 6,4. Porém, seu índice de popularidade é 129: seu desempenho é considerado ótimo ou bom por 43% e ruim ou péssimo por 15%. Assim, ele fica em sétimo lugar no ranking de governadores.O oitavo lugar no ranking é ocupado por Luiz Henrique da Silveira, do PMDB, governador de Santa Catarina, com nota média 6,3 e 130 de índice de popularidade (aprovado por 44%, reprovado por 14%).Sérgio Cabral, do PMDB, governador do Rio de Janeiro, é o penúltimo colocado, com 6,0 de nota média e 120 pontos no índice de popularidade (38% de aprovação e 18% de reprovação).A exemplo do que ocorria em 2007, Yeda Crusius, do PSDB, governadora do Rio Grande do Sul, é a última colocada no ranking. A nota média para a tucana é 4,3. Seu percentual de reprovação (49%) é praticamente três vezes maior do que sua taxa de aprovação (17%), o que lhe vale apenas 68 pontos no índice de popularidade. A pesquisa foi realizada entre os dias 16 e 19 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, no Estado de São Paulo, de quatro pontos percentuais no Distrito Federal, de e de três pontos nos demais Estados.
São Paulo, 24 de março de 2009.

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sábado, 21 de março de 2009

Como recebi disponibilizo.

Lineu Santos é meu amigo. .
Ele envia esse desabafo.

Caro Wallace

Todos os dias morrem dezenas ou centenas de brasileiros por falta de assistencia médica, a criminalidade se alastra por todas as cidades e estados, a educação está estagnada, mas a maioria dos politicos não se preocupa com isto. A preocupação do momento é trazer a Copa do Mundo para o Brasil. Temos que de alguma forma sensibilizar a FIFA para que este intento seja barrado. Sómente quando nossos problemas basicos forem solucionados poderemos pensar em Copa do Mundo de FutebolRecomendo a visita a alguns sites na internet e a divulgação para o maximo de pessoas possivel:JORNAL ÉCO - DITO & FEITO" - http://blig.ig.com.br/xicojr e envie aos teu círculo de amigos.
Além desse blog, tem o ESPAÇO GÓTICO, que também tem matérias de conscientização (Endereço: http://xicojunior.blogspot.com/ )

Texto copiado da internet
31/01/2009 - 01:38 Copa do Mundo 2014: um janelão de desperdício do dinheiro públicoChega a ser cansativo ouvir os telejornais se repetindo diariamente com notícias sobre os efeitos da propalada crise financeira mundial. E todos no mesmo diapasão. Mudam apenas o cenário e os apresentadores, enquanto o conteúdo - é o que fica a transparecer - é gerido por uma agência central de notícias que faz a peneira - isso para não usar o corte ou a censura -, pois que os textos são praticamente os mesmos e as imagens nem se fala. Basta assistir o Jornal da Band, na sequência o Jornal Nacional e o Jornal da TVE. O repeteco acontece nas edições apresentadas horas depois, sem qualquer novidade. Apenas repeteco.Mas o objetivo não é destacar o truste noticioso, mas o desperdício do dinheiro público diante de hiper-megas eventos, como o Forum Social Mundial que se realiza em Belém do Pará, bancado pelo Governo Federal brasileiro. Muitos já foram realizados, debatidos, geraram notícias e ajudaram a vender jornais e dar audiência à mídia eletrônica, mas de prático só valeram para milhares que buscam esse pretexto para o turismo a custa dos Estados (países). O resto, pelo que se tem como resultado, não passa de lero-lero, de falácias com conteúdo demagógico.Não bastasse esse despropósito bancado pelo Governo Federal - despropósito ante a propalada crise financeira mundial - vem aí a escolha pela FIFA das 12 capitais que irão sediar jogos da Copa do Mundo de 2014. E a FIFFA se tornou tão poderosa e tão impostora, que não faz exigências apenas com relação aos estadios de futebol. Interfere, como fator compulsório, na própria estrutura das capitais, no chamado Caderno de Ações: estradas de acesso, rede hoteleira e uma séria mais de obras que pouco ou quase nada servirão depois de 2014.Tanto os governos estaduais como o Governo Federal juram que não haverá investimento de dinheiro público, a não ser em algumas obras. Sim, algumas obras faraônicas e que demandará uma vultuosa soma de recursos públicos. Enquanto os estádios - é mais uma garantia dos governos municipais, estaduais e Federal-, só terão investimentos da iniciativa privada. Num primeiro momento é de se acreditar. Mas ouvindo e juntando-se trechos dos noticiários, um hoje outro amanhã, se comprova que o Governo já anuncia que para colocar os estádios nas condições mínimas exigidas pela FIFA demandará recursos na ordem de R$ 5 bilhões. Os clubes, na sua grande maioria estão completamente individados, tanto que o Governo se valeu da criação da loteria Timemania para saldar as dívidas dos clubes, praticadas irresponsavelmente - e nunca investigadas - pelos cartolas. A maioria acabaram riquíssimos. Vale lembrar que das 17 cidades inscritas para sediar jogos, apenas Porto Alegre (Estádio Beira-Rio e a futura Arena Gremista) e São Paulo (Estádio do Morumbi) são particulares. Os demais são estádios dos governos estaduais. Portanto, a responsabilidade de investir em estádios que são propriedades dos Estados será dos próprios Estados. Difícil acreditar que a iniciativa privada, que se defronta com sérios e gravíssimos problemas devido a crise financeira mundial, terão condições e disposição financeira para investir em alguma obra que jamais lhe resultará em lucro.O Sport Clube Internacional fará apenas modificações para deixar o estádio Beira-Rio dentro das exigências da FIFA. Este, assim como o Estádio Morumbi, que pertence ao Sport Club São Paulo, serão, por certo, os que menos investimentos exigirão. E mesmo assim, nenhum terá custo inferior a R$ 1 bilhão. É aguardar prá conferir. Os demais nem se fala. Os R$ 5 bilhões anunciados pelo Governo, para cumprir as exigências da FIFA, a exemplo do que aconteceu com o PAN, serão insuficientes, sem a menor dúvida. O total ultrapassará em muito os anunciados R$ 5 bilhões. Sem contar as obras, exigência determinada pala poderosa FIFA. Acredite quem quiser.O Rio de Janeiro, além dos milhões que já gastou com a reforma do Estádio do Maracanã, terá que desenbolsar outras centenas de milhões para deixar “o maior estádio do mundo” conforme as exigências da FIFA. E lá se vão milhões e milhões do dinheiro do hiper sacrificado contribuinte brasileiro. Se isso não bastasse, o governo carioca está fazendo todo o empenho para que o Rio de Janeiro seja a sede das Olimpíadas de 2016. Mais alguns bilhões serão desviados dos programas sociais para megas projetos-shows alienantes. Dirão alguns: muito do que foi feito para o PAN será aproveitado para as Olimpíadas. E lá foram gastos, repitimos, de R$ 3 a R$ 5 bilhões. Sim, mas alguns bilhões a mais terão que, obrigatoriamente, serem gastos nas múltiplas obras para abrigar as Olimpíadas. As contradições e as mentiras: O governo alardeia a questão da crise financeira mundial - prá mim séria e grave não fosse o interesse implícito dos megas-capitalistas e dos governantes dos países do G-8 insuflando os demais - como justificativa a escalada de quebradeira de empresas e desempregos, a falta de dinheiro circulante para financiar a produção industrial e agrícola, e de crédito ao consumidor que, em última instância, é quem faz o mercado se manter vivo e aquecido. Alega não ter recursos para obras fundamentais como estradas, incentivo à construção, melhoria da qualidade dos serviços médico-hospitalares, à contratação e pagamento condigno aos profissionais médicos e enfermeiros, à construção e recuperação das escolas municipais, estaduais e federais, ao saneamento básico, à segurança da população e salários decentes aos aposentados, este roubados a cada aumento e a cada ano, seja pela redução do percentual (80%), seja pelo maquiavélico fator previdenciário (é através dessas duas jogadas que o governo rouba descaradamente os aposentados).Uma questão: Onde, de repente, foi parar todo o dinheiro que até alguns meses atrás circulava em todo o mundo? Quem guardou ou escondeu essas fortunas em euros, libras esterlinas, dólares, reais, iens, etc.? Me perdoem o realismo, mas fica um tanto difícil acreditar que de uma hora prá outra, e em razão da quebra de dois bancos de médio porte dos Estados Unidos, seria suficiente para provocar essa avalanche, esse desastre social em âmbito mundial. Por outro, O Governo Federal está escancarando janelas e portas para jogar o dinheiro que deveria reverter em benefício do povo brasileiro, bancando hiper-megas eventos. Se isso só não fosse o suficiente, o Governo Federal pagou uma fortuna para o famoso (?) Oscar Niemeyer (com a grana que ele recebe qualquer arquiteto e até mesmo não arquiteto faria projetos babilônicos) projetar um obelisco com toda a pompa e suntuosidade e pouco efeito prático em Brasília, junto ao complexo Esplanada, como tem sido todas as suas megas e faustosas obras.Anotem. Tudo isso terá como desembolso dos recursos que deveriam retornar em serviços e benefícias à sociedade contribuinte, mais de R$ 20 bilhões. Isso num ligeiro cálculo otimista. E tal irá, como aconteceu com o PAN, servir para que muitos de auto-locupletem com o dinheiro público, impunemente. Dos denunciados desvios dos vultuosos recursos destinados ao PAN, até o momento inguém foi sequer indiciado. E, realisticamente, nem serão. Vai ficar o dito pelo não dito e o feito pelo não feito, como já é praxe neste nosso espoliado páis tropical.Ficam as questões: até onde a crise financeira internacional tem fundo de verdade? A quem interessa propagar e aprofundar a divulgação sobre a crise mundial, enquanto Governos dos países mais ricos e poderosos estão injetando bilhões de dólares com o pretexto - ou seria desculpa - de reativar o mercado e aquecer a economia mundial?Lula já liberou alguns bilhões aos bancos nacionais. George W. Bush já havia dado US$ 400 bilhões a bancos, montadoras e imobiliárias. Agora Barak Obama, nem bem assumiu como o 44º presidente norte-americano, está liberando a bagatela de US$ 819 bilhões (819 bilhões de dólares) para banqueiros.A crise, pelo que temos acompanhado e a forma e a quem é liberado os bilionários recursos, é mais um processo de concentração de renda nas mãos dos que já são bilionários ou trilionários. Ou seja: os ditadores do capital internacional, tendo como objeto subliminar um estratagema genocida.É como dizem os italianos, un doppio giocco com interesses e direcionamento bastante claros.Quem, viver, verá!

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sexta-feira, 20 de março de 2009

Uma história de amor pela vida.

Francisco Cunha Pereira , O Chico Beleza, ( a quem eu devo alguns favores) e algumas perseguições e ofensas de seu jornal, não aguentando o drama da vida e os revezes do amor, segue a Clodovil.

Meus sentimentos à enlutada familia. ( e não cobro nada por isso).

Wallace Requião de Mello e Silva


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quarta-feira, 18 de março de 2009

Pensando sobre os homens do campo.

Homem do Campo.

Meu filho de dezoito (Hoje com 32) anos quer ser fazendeiro. Uma rara vontade nos dias de hoje. Brinco com ele dizendo que passarei nas Casas Pernambucanas e comprarei duas ou três fazendas. Fica uma fera.
Acontece que meu filho nasceu na cidade e não teve uma vida de campo como tivemos eu e meus irmãos. Ele simplesmente não sabe o que é uma fazenda, suas alegrias e seus suores, suas vantagens e desvantagens. É por isto que estranho tal vocação.
Parece que cada dia que passa menos pessoas querem viver a vida do campo. Migram anualmente aos milhares para as cidades. Por quê?
Sem aprofundar o tema e analisando apenas a minha história pessoal, os meus ( ?) anos, atribuo algumas causas.
Os primeiros responsáveis pelo fenômeno migratório dos anos 50 para cá, foram os militares. Estes retiravam jovens do campo para as cidades e lhes ofereciam um ambiente que lhes convenciam a não voltarem para o lugar de origem.
Segundam-lhes os professores e o sistema de ensino nacional que divulgam uma ideologia, um conjunto de valores que vêem no homem urbano e no cidadão “universitário” uma meta e o espelho, quase um sinônimo do progresso individual e da melhoria financeira.
Em terceiro lugar contribui para o fenômeno a economia destes últimos anos e o tipo de industrialização e serviços voltados para a necessidade de exportação, assim como a mecanização do campo e a monocultura que expulsam o trabalhador rural. Resultado, migração.
Em quarto lugar a ganância dos latifúndios, os sistemas bancários e a injusta assistência dos governos fazem a vida das pequenas propriedades bastante árdua. Finalmente temos os meios de comunicação que, principalmente nas últimas duas décadas, vendem as cidades, sua “moral”, suas fantasias, seus confortos, sua multiplicidade profissional mostrando uma classe social idealizada e uma vida econômica irreal.
Por outro lado estes mesmos meios de comunicação se omitem diante da importância do campo, ou propositadamente ridicularizam o campesino destruindo-lhe os valores.
Mas é preciso lembrar, todos comem. E ninguém quer plantar, cuidar do gado e das criações, armazenarem, irrigar a terra... enfim cuidar da terra ...que é muito mais do que preservá-la intocada como querem alguns ecologistas.
Todos vêem o problema que começa a avolumar-se, inchaço nas cidades, evasão do campo e diminuição da comida num fenômeno quase universal. Nós brasileiros não podemos deixar de ver que possuímos o melhor espaço hidro-agro-pecuario do mundo. Esta é a nossa verdadeira riqueza. Num futuro negro os homens não beberão gasolina, ou comerão dólares, ou rubros, ou ainda ienes, por melhor que seja a qualidade do papel moeda. Também não nos serão digestor os computadores, os automóveis, os soros hospitalares ou as vitaminas sintéticas e os canhões. Tudo indica que ainda necessitamos e necessitaremos por muito tempo de um bom prato de comida. Quem a tiver terá a mais necessária das riquezas. Um homem faminto e sedento larga o ouro, o vídeo game e até as perversas novelas da TV.
Desenvolver, redesenvolver no povo paranaense e brasileiro o amor ao campo, à dignidade de ser fazendeiro e campesino, criador da vida e da saúde, é uma prova de inteligência e de visão de futuro, é quase um salvar o Brasil e quiçá o mundo inteiro.


Wallace Requião de Mello.


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Para entender como funciana o 181.

Atenção “181” Disque denuncia.

Quando você mostra uma palavra para um analfabeto, ele vê, mas não entende. O mesmo acontece quando mostramos uma formula matemática para quem não tenha dela base previa. Aos poucos, depois de algumas explicações, os indivíduos passam a enxergar sentido naquilo que estão vendo. Se assim é, o fenômeno também acontece em outros setores da vida.
É o caso dos “181 Disque Denuncia”. Fui um dos primeiros a advogar esse sistema. Conheci algo semelhante na Colômbia, em 1988. Havia adesivos em todos os telefones públicos, divulgando o numero, e explicando como funciona. Implantou no Paraná sistema semelhante que exige, todavia, alguma explicação previa para a população denunciante tirar dele o melhor proveito. Veja você: Todos que ligam para esse numero, esperam, após a denuncia, uma pronta ação policial. Principalmente se imaginam ser possível um flagrante. Mas não é e não deve ser assim. Primeiro porque pode ser um trote dado aos policiais. Segundo pode ser uma denuncia falsa, ou seja, alguém, querendo prejudicar outro alguém, faz uma denuncia, sem base. Ou erro de avaliação dos fatos. A policia agiria e causaria constrangimento, lesaria a honra de pessoas, ocorreria em injustiça e abuso, etc. Então, manda a prudência, que a policia faça o registro, detalhado, região, nome dos denunciados, tipos de crime denunciado, etc. Compara os nomes e descrições com possíveis antecedentes criminais de criminosos já conhecidos, compara o “modus operandis” aguarda o surgimento de outras denuncias ( os flagrantes quase sempre ocorrem no 190), analisa a densidade de eventos na mesma região, amplia os detalhes, verifica se as novas denuncias envolvem as mesmas pessoas ou já denunciados, investiga a área anonimamente, procura ordenar provas concretas, faz diligencias para saber se essa denuncia não é pista para solução de crimes maiores, como por exemplo, redes de traficantes ou trafico de crianças, prostituição, desmanches de veículos, ou outra situação qualquer.
Como a denuncia é anônima, o denunciante não poderá ser responsabilizado pelas falsas denuncias, e por ser anônima não é prova, não pode ser considerada testemunho, assim, você haverá de compreender que podem ocorrer erros de julgamento, ou ate malícia intencional. Tudo recai sobre a polícia. Desse modo a policia, têm por obrigação o dever de consolidar a denuncia antes de agir, para que, ela não passe de “braço armado do Estado” em defesa da Sociedade, e passe a ser “o braço vilão”, o abusado, o irresponsável, o algoz do sistema de repreensão, ou o réu de processos de injuria, difamação, abuso de poder, invasão de domicílio etc. etc.
O importante é que a população continue denunciando, mas o faça com a maior responsabilidade, dando dados exatos, posição exata, nomes se possível completos, placas de veículos, endereços, tipo físico, vestimentas habituais, de tal modo a facilitar o melhor trabalho da policia.
Muitas vezes o denunciado já vem sendo investigado pelas policias, e ele é o fio de Ariadene, um fio que a mitologia grega nos conta, que o seguindo, Teseu conseguiu mover-se pelo labirinto (do Crime) e derrotar o Minotauro. Ora essas pistas, muitas vezes, como já dissemos, levarão as investigações de encontro às grandes redes de trafico, bandos ou quadrilhas organizadas e protegidas. Não se pode acusar a policia de omissão, muito menos sair por ai falando que: “eu denunciei e nada fizeram”. Não é assim, se assim fosse muito inocente poderia estar sendo denunciado injustamente, e muito culpado que poderá levar a solução de crimes muito maiores, seriam perdidos nas suas conexões. Tenha paciência. A população tem ajudado. A policia trabalhado. Mas como toda profissão tem sua ciência, deixem para a policia o exercício técnico de sua ação, você cidadão, faz melhor, enquanto preocupado com a segurança da Sociedade, e aprimore a sua denuncia, seja tão competente como um bom investigador policial. Seja responsável e criterioso, para que a policia também possa ser responsável e criteriosa. Disque 181, e deixe a policia trabalhar. Não fique esperando na esquina, para criticar os policiais, se eles aparecem ou não. O inimigo, via de regra, não é a policia. Lembre-se disso. Tenha em vista, sempre, o Bem Comum.

Wallace Requião de Mello e Silva.

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terça-feira, 17 de março de 2009

Você sabe como funciona?

Você sabe como funciona? Em baixo de cada matéria tem o desenho de um envelope, se você gostou do tema e quer enviar para alguém, clique sobre o envelope, aparecerá nova página com local para você escrever o E-mail de destino; escreveu o edereço de e-mail, clique em enviar, e pronto, você também estará ajudando a divulgar nosso Blog e seu amigo receberá o link.

Fritjof Capra é amigo de Requião.

Clique sobre as imagens elas crescem.


Festejado pela imprensa internacional pelo sucesso editorial de seus dois últimos livros, o físico, escritor e ambientalista Fritjof Capra ( Fritz Capra) esteve em visita ao Governador Requião onde iniciou uma amizade estratégica com alcance internacional em defesa do Meio Ambiente.

Quem teve essa coragem?


Você errou!

Você errou!
Se você pensou que eu faria fila entre os que atacam o governo Requião, você errou. Fui duro para ser ouvido, e também para chamar a atenção dos Urubus de plantão que adoram carniça.
Nossos blogs querem construir, não destruir, propor não apenas criticar, pensar não apenas repetir.
Duvida Cruel.
No entanto vivemos uma dúvida cruel. Oito Blogs dão algum trabalho, e o retorno tem sido, no nosso entender, muito pequeno e segundo o Google nós sofremos uma rejeição de 70%. Estamos a ponto de encerrarmos a “leitura aberta” dos Blogs, e restringi-los ao Grupo G 23, isso nos dará mais liberdade para discutirmos assuntos que possam causar constrangimento se abertos a todos.
Atenciosamente,
wallacereq@gmail.com.

Você errou! Eu acertei.

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domingo, 15 de março de 2009

Colaboradora ( Barbara Winiarski Diesel) escreve de Portugal.

O PROFESSOR E A PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO
NOVAES, Bárbara Winiarski Diesel
barbaradiesel@yahoo.com.br
Resumo
Este artigo busca objetivar uma reflexão sobre a relação do professor e a produção do conhecimento
baseado principalmente nas idéias do sociólogo Boaventura de Souza Santos (1989,2005). Faz-se
uma breve descrição do que seria o conhecimento e de como esse conceito foi se alterando ao longo
dos séculos. Em seguida relaciona-se o conhecimento científico e o senso comum, buscando-se uma
aproximação entre ambos. Para finalizar destaca-se a importância da produção do conhecimento nas
Universidades. Com o presente trabalho pode-se observar que os professores têm papel fundamental
de resistência contra o processo de despolitização e instauração contínua de regras universais a
serem seguidas pelos países em desenvolvimento. A pesquisa é a chave da transformação social,
pois liberta as pessoas da escravidão intelectual e cria o espírito critico e desconfiado de que tanto
precisamos na nossa sociedade. Atrelado à pesquisa deve haver uma política de extensão
universitária para que este conhecimento produzido chegue à sociedade e transforme o senso
comum em um bom senso comum. A ciência não pode mais se distanciar do senso comum e deve
caminhar para uma aproximação entre os dois pólos, tão distanciado nos dias de hoje. Desta
maneira a ciência vai ser mais prudente e vai procurar retornar conhecimento para a sociedade em
que está inserida de forma democrática. Para que isso ocorra é preciso que haja um investimento
maciço em pesquisa em nosso país, para tornar-se comum a prática de pesquisa nas universidades,
ideal que infelizmente não está na pauta principal de ações de nossos governantes.
Palavras-chave: Produção do Conhecimento, Senso Comum, Universidade, Democracia, Pesquisa.
Introdução
A concepção de Universidade deve se fundamentar em três pilares: Ensino, Pesquisa e
Extensão. Dados atuais mostram que a relação entre esses três pilares é de total desequilíbrio, sendo
que 92% das ações das Universidades se resumem ao Ensino, entendido como “Reprodução do
Conhecimento”; 6% somos reservados a pesquisa, entendida como a “Produção do Conhecimento”
e que acontece no nível de pós-graduação e 2% de Extensão, entendida como a “Socialização do
Conhecimento”.
Segundo prof. Dr. Bortolo Valle (2005) - notas de aula, na visão epistemológica atual, o
conhecimento é uma construção que não esgota a realidade e que o sujeito faz em interação com o
objeto. A pesquisa nasce de um problema que relaciona o sujeito do conhecimento, que é o agente
ativo com o objeto do conhecimento que é o agente passivo. Nesta relação, tanto o sujeito modifica
o objeto quanto o objeto modifica o sujeito. A modificação do objeto pelo sujeito ocorre devido aos
condicionantes biológicos, psicológicos, sociais, econômicos, políticos e religiosos, inerentes a cada
indivíduo. A interação do ensino, da pesquisa e da extensão de forma dialética é de fundamental
2
importância para a produção de um conhecimento de forma coerente e de acordo com a realidade do
senso comum que está à volta da Universidade. Entendemos que no método dialético uma tese
sempre provoca uma antítese e dessa contradição surge uma nova síntese, ou seja, um conhecimento
novo. Este artigo busca objetivar uma reflexão sobre a relação do professor e a produção do
conhecimento baseado principalmente nas ideais do sociólogo Boaventura de Souza Santos.
1. O Conhecimento
O conhecimento, segundo Tescarollo (2005) - notas de aula, é um tipo especial de crença em
alguma medida verdadeira que precisa ser justificada, comprovada. Esta justificação deverá ser
sempre provisória e passível de anulação. O conhecimento é um processo de teorização que
descreve, explica e interpreta o mundo social e natural buscando prever o futuro e controlar a
natureza. O conhecimento é o superar a si mesmo.
O conhecimento na sua trajetória histórica foi fundamentado de diversas maneiras
diferentes. Nos povos primitivos o conhecimento era fundamentado através da magia, nos gregos na
razão natural e nos medievais, em Deus. Nos três momentos podemos identificar que ambos
acreditam que a verdade existe que o homem pode acessar esta verdade através do método. O
Renascimento é um período de transição, onde paira a dúvida, mas a verdade ainda podia ser
acessada através do método.
Já na primeira fase da modernidade, a descoberta do homem e o fundamento seguro para o
conhecimento se divide em dois pólos, a França com Descartes onde o conhecimento é
fundamentado na razão (Racionalismo) dando seguimento às idéias de Platão e a Inglaterra com J.
Locke, F. Bacon, D. Hume que se fundamenta na Experiência (Empirismo) dando seguimento as
idéias de Aristóteles.
O conhecimento “verdadeiro” da matriz disciplinar moderna é de natureza científica com
ações realizadas por meio da razão e da experiência. Nesse momento histórico existia a verdade
justificada e existe um bom método para que se possa chegar à verdade.
O conhecimento científico e sistemático necessita de um método que deve possuir as
características do objeto se comportar em uma estrutura legaliforme, ter o poder de criar, prever,
mudar, modificar e ampliar modelos. Outras características do deste momento histórico era o
domínio das ciências naturais, a racionalidade científica, a centralidade da matemática
3
(quantificação e redução da complexidade), a verificação das regularidades (conhecimento causal),
o determinismo mecanicista e as concepções de ciência social.
Na segunda fase da modernidade há a psicologia de Wundt, concepção matemática e a
sociologia de Comte. Na terceira fase ocorrem profundas mudanças de concepção com a
relatividade e complexidade de Einstein, o conceito de inconsciente e vontade de Freud, a
contradição de Marx, a mecânica quântica, depois continuou com o princípio da incerteza, a
biologia molecular e a revolução da informática. E não se sabe ainda quando acabará: o rigor da
matemática, o conceito de lei, o conceito de causalidade e o conteúdo do conhecimento científico
são questionáveis, e propõe-se uma nova concepção da matéria e da natureza. Foi reeditada a
dúvida do renascimento, agora contemporâneo. Deste momento em diante não temos mais um
fundamento seguro para o desenvolvimento do conhecimento.
A partir do século XIX, não temos mais a verdade o método, mas sim as verdades e os
métodos, e aí está a origem da epistemologia que é definida como a crítica aos processos de
produção de conhecimento e filosofia.
O conhecimento pode ser visto de forma objetiva que tem como características a
neutralidade, impessoalidade em relação ao objeto de estudo ou de forma subjetiva onde apesar dos
fatos observados poderem muito bem ser distorcidos pelos preconceitos daquele que observa, é
valorizada, pois há a necessidade de pré-estruturas, cultura, capacidade lógica de relacionar
inteligentemente dados, para a aquisição de novos conhecimentos. Neste sentido o conhecimento
deve se fundar também na subjetividade e deve ser superado o antagonismo entre a emoção e a
razão, entre a ciência e o senso comum. O conhecimento objetivo ou subjetivo é o que estamos
vivendo em nossas monografias, dissertações e teses, em um paradigma tradicional, reducionista,
onde optamos por escrever de forma objetiva ou subjetiva. Será que nossos trabalhos têm alguma
relevância para a sociedade em que vivemos ou são meras formalizações, trabalhos de gaveta que
nunca serão lidos e que não terão uma continuidade?
2. O Conhecimento Científico e o Senso Comum
O distanciamento e a estranheza do discurso científico em relação, por exemplo, ao discurso
do senso comum adquiriram expressão filosófica a partir do século XVII com Bacon, Hobbes e
Descartes. O grande desafio é transformar a ciência, de um objeto estranho, distante e
incomensurável com a nossa vida, num objeto familiar e próximo, sem perder o seu rigor e sem
4
banalizá-la. A ciência deve ser compreendida como prática social de conhecimento, uma tarefa que
se vai cumprindo em diálogo com o mundo e aprofundar o diálogo dessa prática com as demais
práticas de conhecimento de que se tecem a sociedade e o mundo.
Para Bachelard “a ciência se opõem absolutamente à opinião”. Em ciência, nada é dado,
tudo se constrói. O “senso comum”, o “conhecimento vulgar”, a “sociologia espontânea”, a
“experiência imediata”, tudo isso são opiniões, formas de conhecimento falso com que é preciso
romper para que se torne possível os conhecimentos científicos, racionais e válidos.
Como já abordado anteriormente, a matriz disciplinar da ciência moderna pressupõe uma
única forma de conhecimento válido, o conhecimento científico. O senso comum, enquanto
conceito filosófico surge no século XVIII, ligado ao projeto político de ascensão ao poder da
burguesia, que, após ganhar o poder, é desvalorizado.
Segundo Trindade (2005), podemos dizer que há uma oposição entre o conhecimento
científico e o “conhecimento” não-científico ou senso comum. O primeiro coloca-se como
“verdadeiro” baseado na sua qualidade teórica sem se questionar a cerca do quanto esta qualidade
consegue se fazer útil para o conjunto dos homens. Já os detentores dos “conhecimentos” nãocientíficos
apostam na validade de suas interpretações do mundo e é a partir delas que definem as
maneiras de enfrentar os problemas. Confiam que estão, a partir da experiência de vida, construindo
um conhecimento que talvez se defina como “sabedoria”.
O senso comum é prático e pragmático; reproduz-se colado às trajetórias e às experiências
de vida de um dado grupo social e nessa correspondência se afirma de confiança e dá segurança. O
senso comum é transparente e evidente; desconfia da opacidade dos objetos tecnológicos e do
esoterismo do conhecimento em nome do princípio da igualdade do acesso ao discurso, à
competência cognitiva e à competência lingüística. Atento aos aspectos positivos pode dizer que, o
senso comum se manifesta como atitude do homem comum. Seu caráter supersticioso,
preconceituoso e irracional, reflete apenas as possibilidades que uma consciência comum tem de
reagir contra o “não-sentido” das coisas. Tal atitude é positiva e não é menos digna que a atitude
científica de buscar compreender as mesmas situações e problemas visando dominá-los para melhor
agir sobre eles. No lugar dos instrumentos científicos - que lhe são inacessíveis - o homem comum
procura contar com seu “bom senso”. O homem comum, e não apenas a ciência, também acerta. O
senso comum ou o conjunto dos “conhecimentos” não-científicos pode ser classificado como parte
constitutiva do que chamamos de cultura popular.
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Boaventura de Souza Santos (1989) acredita que seja possível uma aproximação entre
ciência e senso comum e que nessa medida atenuem o desnivelamento que os separa. O senso
comum é o menor denominador comum daquilo em que um grupo coletivamente acredita, ele
contém sentidos de resistência que pode transformar-se em armas de luta. Nesta nova concepção
epistemológica, ciência e senso comum são constituídos um do outros e ambos (da união) fazem
algo novo. O senso comum só poderá contribuir positivamente para um projeto de emancipação
cultural e social quando ele e a ciência moderna se superarem a si mesmos, dando lugar a uma outra
forma de conhecimento.
Para Santos devem ocorrer duas rupturas epistemológicas, a primeira constitui a ciência e
deixa o senso comum como estava e a segunda ruptura, ou melhor, dupla ruptura, transforma o
senso comum com base na ciência, chegando a um senso comum esclarecido e a uma ciência
prudente, uma nova configuração do saber, um saber prático que dá sentido e orientação à
existência e cria o hábito de decidir bem. A dupla ruptura epistemológica seria um conhecimento
prático, mas esclarecido, e sábio, mas democraticamente distribuído, possível através do
desenvolvimento tecnológico da comunicação. A dupla ruptura desconstrói a ciência, inserindo-a
numa totalidade que a transcende e que garante a emancipação e a criatividade da existência
individual e social. Ou seja, o senso comum também produz conhecimento. “[...] conhecimento
científico pós-moderno só se realiza enquanto tal na medida em que se converte em senso comum”.
A ciência pós-moderna não despreza o conhecimento que produz tecnologia, “mas entende que tal
como o conhecimento deve traduzir-se em autoconhecimento, o desenvolvimento deve traduzir-se
em sabedoria de vida” (SANTOS, 2005).
3. Produção do Conhecimento nas Universidades
Nas universidades, o diálogo e a argumentação são importantes para a construção e a
produção do conhecimento. A produção do conhecimento deve ser função social, o que requer um
processo educativo para a compreensão da ciência. A Universidade deve englobar os vários tipos de
conhecimento: senso-comum, científico, filosófico (sistema racional e lógico), artístico (arte está
presente no senso comum, filosofia e envolve a transcendência, reflexão e o cuidar) para formar
pessoas completas e preparadas para resolver as questões subjetivas que a matriz disciplinar
moderna não conseguiu resolver. Segundo Miriam Warde - 1º SPHEM, 2005 – discurso de abertura
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“o processo de diferenciação exige processos de sermos capazes de ver as diferentes formas de
produzir ciência”.
A metodologia na educação deve ser baseada no acesso e na procura da produção do
conhecimento, tanto pelos alunos, quanto pelos professores. Com enfoque na criticidade e reflexão,
oportunizando a investigação, problematização e autonomia ao sistematizar o conhecimento,
estimulando o “aprender a aprender”.
Ao mediar à produção do conhecimento nos alunos, o docente estimula o exercício da
reflexão e questionamento, que conduzem a formulações próprias, na ação e para a ação. Teoria e
prática se completam e se interconectam.
Através de verdades impostas não existe a produção do conhecimento. Segundo Santos, nós
professores devemos criar nas universidades uma hermenêutica de suspeita em relação a tudo que
seja oficial, um espírito crítico sobre tudo que acontece a nossa volta. Também, criar instrumentos
alternativos de luta intelectual que priorize o pensamento independente e retire da escola de modo
geral todo o princípio de doutrinação. Devemos ser críticos e desconfiar de tudo o que é
apresentado como verdade absoluta.
Devemos ser capazes de pensar sobre porque as pessoas produzem conhecimento dessa ou
daquela forma, porque determinado povo se desenvolveu encarando a produção do conhecimento
dessa ou daquela maneira.
A produção do conhecimento surge da necessidade do homem de realizar ações de mudança.
Mesmo se pautando e valorizando as mais diversas formas de conhecimento, este deve atender a
critérios científicos para não se tornar relativista, ou seja, achar que tudo é certo, tudo pode ser feito
e não ter idéia do que está realmente acontecendo.
Um novo conhecimento é produzido quando ocorre uma nova síntese no processo dialético e
o sujeito reelabora suas representações mentais. Por isso, aprendizagem e o conhecimento estão
intimamente relacionados. A aprendizagem é o processo pelo qual se adquire conhecimento. O
conhecimento prévio é modificado somente quando a aprendizagem é significativa, isto é, quando o
aluno compreende e internaliza e aplica o conhecimento adquirido em outras situações inusitadas.
Segundo Pozo (2005), a aprendizagem seria uma das ferramentas mais poderosas para espalhar ou
distribuir socialmente as novas formas de gestão do conhecimento e democratizar o saber.
As crises supostamente originadas pelas sucessivas quebras da matriz ideológica são
oportunidades de transformação e tomada de consciência para novos níveis de produção de
conhecimento.
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O professor deve estar consciente da nova sociedade emergente, que possui uma nova
racionalidade e que está atrelada a novas bases de poder. A comunidade acadêmica, entre eles o
professor como figura central, deve estar preparada para os novos modos de produção e de
organização social do trabalho e as conseqüências de que uma má condução desse processo de
mudança pode ocasionar, como por exemplo, um abismo cultural e uma perda de identidade ainda
maiores dos países subordinados as ideologias dominantes dos países centrais (Estados Unidos,
Europa, Japão).
Segundo Pozo (2005), vivemos numa sociedade do conhecimento, mas a maioria das
pessoas não pode ter acesso ao conhecimento, está social, econômica e culturalmente empobrecida.
Infelizmente, as circunstancias sociais e culturais condicionam o conhecimento das pessoas e
conseqüentemente a sua produção do conhecimento. Se não temos oportunidade de adquirir
conhecimento, que é o veículo essencial para ter acesso à sociedade do conhecimento, como
produzir conhecimento? A produção do conhecimento deve levar em consideração o outro, esse
seria um conhecimento ético. A produção de conhecimento deve fluir, deve haver a troca de
informação entre as redes de comunicação.
Uma das conseqüências da produção do conhecimento seria a conquista da cidadania plena
pelos povos envolvidos no processo e agora mais conscientes e envolvidos no novo modelo de
sociedade. Para ser realmente eficaz e produzir mudança à produção de conhecimento deve
acontecer em todas as esferas da sociedade, não só pelos professores, ela deve ser democrática no
sentido amplo do termo.
A democracia hoje está delimitada a um espaço político do Estado e é compatível com o
capitalismo. Antigamente, só onde podia haver distribuição (renda, conhecimento) podia haver
democracia – e, portanto poucos eram os países democráticos. Hoje o capitalismo conseguiu
eliminar as virtuais capacidades redistributivas da democracia. Se elas não existem, a democracia
deixa de ser um problema para se tornar fundamental para o capitalismo, porque se torna sinônimo
de um Estado fraco e legítimo.
As universidades através dos professores têm um papel fundamental de resistência contra os
processos intencionais de despolitização, individualismo e falta de participação em questões
coletivas semeadas a todo instante pelo modelo capitalista.
Segundo Santos (2005) "Conhecimento e sociedade estão indissoluvelmente imbricados", e
por esse motivo devemos superar a contradição de nossa época marcada pelo avanço extraordinário
do conhecimento, por um lado, e a marginalização dos povos, por outro. Contrariamente, ele propõe
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o que chama de uma "ecologia do saber" para que se alcance a superação de um saber de viés
colonialista que tende a criar uma "subjetividade conformada". Para o sociólogo, uma das tarefas
mais urgentes que se apresentam é "criar uma subjetividade inconformista, participante e solidária".
Nesse tópico, ele inscreve o papel da universidade contemporânea, a quem caberia um registro
utópico que, partindo de si mesma, seja capaz de ultrapassá-la, ou seja, uma universidade que tenha
a capacidade de combinar ciência e emancipação.
Para levar adiante esse projeto de ciência e emancipação a universidade deve ser pública,
apoiada em um projeto nacional e financiada pelo Estado. Mas, o que vem acontecendo nos últimos
30 anos é a mercantilização do ensino superior, a descapitalização das universidades públicas e um
processo sutil de privatização destas através de um mercado interno de serviços. A Organização
Mundial do Comércio, de olho no mercado da educação, estimado em três bilhões de dólares,
propõem a criação de universidades globais que oferecem cursos pela internet. Esse modelo os
Estados nacionais não terão mais autonomia para construir a sua própria universidade, assumindo a
tarefa de investir apenas na educação básica. Essas universidades transnacionais funcionariam
também através de acordos de franquia com algumas grandes universidades de cada país, sob a
tutela das primeiras.
Para Santos (2005) “Sem justiça cognitiva, não há justiça social. Precisamos criar um
conhecimento transdisciplinar em sistemas abertos, com responsabilidade social, onde esteja
prevista a participação de todos os interessados”. Segundo Boaventura devemos ser capazes de
formular a crise não em termos neoliberais, mas partir dos critérios inclusivos da universidade
pública.
As Universidades estão organizadas de modo que possam desempenhar sua tríplice função:
Ensino, Pesquisa e Extensão. A pesquisa, no entanto, deve estimular e dominar qualquer outra
função, por possuir a característica de elaboração e criação de ciência. É a pesquisa que imprime à
Educação Superior seu caráter universitário, pondo-a em condições de contribuir para o
aperfeiçoamento constante com o saber humano. Hoje, infelizmente, a produção de novos
conhecimentos está atrelada às necessidades impostas pelo sistema de produção capitalista, sendo o
conhecimento uma produção científico-tecnológica decorrente do desenvolvimento da sociedade
capitalista. Para seu domínio o sujeito necessita desenvolver determinadas habilidades e
competências.
A aquisição, retenção, produção de conhecimentos devem ser acompanhados da educação
para os valores, a abertura cultural e o despertar para responsabilidade social.
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Considerações Finais
Os professores têm papel fundamental de resistência contra o processo de despolitização e
instauração contínua de regras universais a serem seguidas pelos países em desenvolvimento.
A pesquisa é a chave da transformação social, pois liberta as pessoas da escravidão
intelectual e cria o espírito critico e desconfiado de que tanto precisamos na nossa sociedade.
Atrelado a pesquisa deve haver uma política de extensão universitária para que este
conhecimento produzido chegue à sociedade e transforme o senso comum em um bom senso
comum. A ciência não pode mais se distanciar do senso comum e deve caminhar para uma
aproximação entre os dois pólos, tão distanciados nos dias de hoje. Desta maneira a ciência vai ser
mais prudente e vai procurar retornar conhecimento para a sociedade em que está inserida de forma
democrática.
Para que isso ocorra é preciso que haja um investimento maciço em pesquisa em nosso país,
para tornar-se comum a prática de pesquisa nas universidades, ideal que infelizmente não está na
pauta principal de ações de nossos governantes. Por que será?
REFERÊNCIAS
POZO, Juan Ignácio. Aquisição do Conhecimento: quando a carne se faz verbo. Porto Alegre:
Artmed, 2005.
SANTOS, Boaventura de Souza. Introdução a uma ciência pós-moderna. Rio de Janeiro: Graal,
1989.
SANTOS, Boaventura de Souza. Boaventura Santos defende globalização solidária.
http://www.ufmg.br/online/arquivos/001509.shtml Palestra proferida por Boaventura na UFMG no
dia 11 de abril de 2005.
SANTOS, Boaventura de Souza. Em busca da cidadania global – Entrevista concedida a
Imaculada Lopes. http://dhnet.org.br/direitos/militantes/boaventura/boaventura_e.html Acesso:
24/08/2005.
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SANTOS, Boaventura de Souza. V BIENAL DO LIVRO. Entrevista com Boaventura de Souza
Santos. Fonte: http://jbonline.terra.com.br/destaques/bienal/entrevista_boaventura.html. Acesso:
24/08/2005.
TRINDADE, Antônio Alberto. Ciência e Senso Comum - Uma reflexão ilustrada por comentários
sobre o filme “O Carteiro e o Poeta”. Sociólogo. Mestre em Ciências Sociais pela PUC/SP -
Doutorando do Programa de Multimeios na UNICAMP. Acesso: 24/08/2005.