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terça-feira, 13 de julho de 2010

Diferenças entre o homem e a mulher.


Wallacereq@gmail.com

Colaboração Sandra Garutt

quinta-feira, 15 de abril de 2010

CINE TV PR. Uma árvore que esta dando e dará muitos frutos para o Brasil.


O que você vai ver, é a Escola Superior de Cinema e TV do Governo do Paraná. Uma escola que já formou três turmas, e promoveu diversos festivais nacionais. Uma obra que está dando frutos para o cinema e televisão paranaense e brasileiro. Uma obra pública, única em termos nacionais, exclusiva do governo Requião, uma obra ousada. Um curso público, sujeito a exame vestibular, para jovens sonhadores e criativos.







Ilhas de edição para treinamento de programas.


Cinema interno com 300 lugares.
Estudios monumentais.
Equipamentos de última geração.
Profissionalismo.
Estudios com proteção sonora e professores consagrados no cinema e televisão nacionais.

Um espetáculo à parte, uma escola montada em um parque agradável na Região Metropolitana de Curitiba. No futuro proximo contará com alojamentos.
Nova postagem do Grupo de Estudos G 23 ( Curitiba Paraná Brazil)
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sexta-feira, 2 de abril de 2010

O que a Imprensa não mostrou.

Hospital Geral Universitário de Ponta Grossa, obra do Governo Requião.
Fotos Agência de Notícias do Governo do Estado do Paraná ( exelente fotografo).
35 milhôes de Reais e a viabilização definitiva do Curso de Medicina da Universidade de Ponta Grossa. Inaugurado em 31 de Março, o mega hospital não foi notícia na Imprensa Paranaense. Então eu me pergunto, vocês compram jornal para que? Para saber, que mais um jovem morreu vítima do tráfico de drogas? Ou que um rapaz morreu em acidente de transito? Eu quero ler o que presta.

O Novo Hospítal homenageia o pai de Requião, Dr Wallace Thadeu de Mello e Silva, médico, ex. vereador, ex. prefeito de Curitiba, ex. chefe do serviço médico penitenciário do Presídio Central do Estado, ex. médico do IBC, ex. médico de Saúde Pública, ex médico e inspetor sanitário das Minas de Carvão do Paraná e Santa Catarina, formado em Belo Horizonte ( MG) em 1934, falecido em Curitiba em 1980.
Exerceu a medicina em Belo Horizonte, em Vitória ( ES), em Colatina (ES) em Judiai ( SP) em São Paulo ( capital), em Antonina ( PR) em Ipanema ( MG) em Joinville ( SC) e em Curitiba ( PR).










Wallacereq@gmail.com

O mega hospital regional universitário de Ponta Grossa foi inaugurado. Você não verá nenhuma linha na imprensa.. A obra fala mais que o meu texto.

Governo Roberto Requião, 35 milhôes de Reais e a viabilização do Curso de Medicina dos Campos Gerais.



































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1 de Abril, Req Req recebe o trator número 5000 em Londrina.


Este é o tractor numero 5000 entregue a um agricultor paranaense. Wallace Req, o velho, fez questão de tirar uma foto, para mostrar o verdadeiro tamanho do equipamento, que a imprensa chama de "tratorzinhos do Requião". O equipamento, traçado( 4x4) reúne o que há de melhor e moderno para os tratores dessa categoria. A foto foi tirada na exposição de Londrina em 1 de Abril de 2010.
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segunda-feira, 29 de março de 2010

Hospital de Guaraqueçaba.


Estive na tarde do dia 28 de março em Guaraqueçaba, a única cidade isolada do Paraná. Acompanhei a visita técnica. E participei da festa da Cumieira.

Antigo porto paranaense de presitígio, foi suporte para uma numerosa comunidade semita, árabe e hebreia, suíços, franceses, italianos e alemães. Cercada de minérios raros, incluindo o ouro e ferro, entre outros radioativos, dona de fontes de água de ótima qualidade, Quaraqueçaba, mais antiga do que Curitiba, ao meu ver, resite à história.

O Governo do Paraná, na gestão Requião, investe em um Hospital, que dará suporte as populações isoladas das diversas ilhas e às populações indígenas do litoral, assim como à população da cidade.
Ouvi que o Hospital dará suporte num futuro ainda distante ao Turismo de Saúde, algo inédito para mim. ( dizem que foi assim, com suas areias monaziticas que Guarapari, ES, surgiu para o turismo brasileiro).

A cidade se prepara para o Turismo Médico Gariatrico. Seu Centro Histórico e praça central foram revitalizados.
A obra física do hospital estará entregue, como me disse o empreiteiro, em 60 dias, e a instalação dos equipamento em mais 30 dias, completando noventa dias para sua entrega. Em andamento o processo de contratação e treinamento de 128 funcionários, quase todos moradores do Município. A inauguração ficará portanto para o governo de Orlando Pessuti.


O Hospital não só dará suporte a turistas da Ilha do Mel e Superagui, e outras comunidades isoladas, mas terá algumas especialidades que fomentará o Turismo de Saúde em Gereatria ( Terceira Idade) aproveitando-se do baixo custo de vida no município e suas novas condições de salubridade e a total ausência de poluição no ar. ( O Governo Requião investiu no tratamento de esgoto e no abastecimento de água na antiga cidade) A cidade tem baixos indices de violência, permanecendo como um lugar ideal para idosos, seja por estar ao nível do mar, seja pelo clima, seja pela segurança. Uma cidade com poucos veículos e um nascer e por do sol lindos.
Suas ruas começam a ser calçadas com pequenos blocos de concreto o que lhe dará um aspecto melhor, ecologicamente correto, e mais seguro para os transeuntes idosos.


Tivemos o prazer de aterrizar no amplo e seguro heliponto do novo hospital

Espera-se a sua inauguração para 100 dias.


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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Otestemunho ocular do Google Mapas.

Um testemunho do Google Mapas.
Caro leitor,
Certamente, você que está longe, e não pode vir ao Paraná terá alguma dificuldade para acreditar. Então entre no Google Mapas, clique sobre imagens de satélite, e procure o Paraná. Encontrado, desça até duzentos metros, ai, desta altura, percorra o estado do Paraná. Observe a qualidade das estradas, o programa de Matas Ciliares à beira dos rios, a força de nossa agricultura, a qualidade de nossas pequenas cidades. As áreas preservadas de mata nativa. As indústrias, e agro indústrias. Penso que seja isso que você poderá ver dessa altura. Depois compare com o Paraguai, e norte da Argentina, e veja, sinta a diferença. No Paraquai e Argentina você poderá descer ate 50 metros, no Paraná, não sei o motivo, você poderá descer ate o máximo de 200 metros. Mas é suficiente. Sei, você ficará encantado. Imprima uma foto de satélite de qualquer região do Paraná, desde uma altura, digamos de mil metros, e a compare com uma foto de satélite tomada da mesma altura, impressa, do seu próprio estado.
Você ficará impressionado com o desenvolvimento do Brasil. O MTS, por exemplo, mostra uma pujança agrícola surpreendente, todavia, dado ao seu tamanho imenso, não pode ser comparado ao Paraná, que, com apenas 2,6% (dois vírgula seis por cento) do território nacional, é campeão em produção.
Com isso não estamos desmerecendo outros estados, pois é visível o desenvolvimento em todo o país, eu estou apenas pedindo para que você verifique como vai o nosso querido Paraná. Preste atenção, como já disse, na proteção dos rios, veja o que foi feito e o que falta fazer.
O nosso modelo de distribuição das populações, com a quase paralisação do fluxo migratório campos-cidade, e o início da migração cidade- campo poderá conter a semente de justiça social e qualidade de vida, e direito a terra, que os brasileiros tanto almejam. A semente de dignidade que milhões de brasileiros que vivem em favelas nas grandes cidades, tanto necessitam, e o Brasil precisa resolver, pois é um contra-testemunho de compromisso fraternal com o s irmãos brasileiros mais pobres.
Nas favelas, os governos, deveriam ensinar profissões agrícolas, desde o manejo e condução de implementos agrícolas e tratores, plantadeiras e colheitadeiras, como as mais refinadas técnicas no trato dos cultivares e animais. Diplomados, treinados e seduzidos pela nova perspectiva de vida, os próprios governos seriam os promotores do meio de migração e trabalho, e sempre que possível, da posse de terra cultivável.
Um país continental, não pode permitir que milhões de pessoas sejam expulsas do campo, para que possamos atender às demandas de exportação, que são em última analise a satisfação das necessidades de países estrangeiros e manutenção de sua fartura, enquanto nossos irmãos passam fome, vivem apinhados nas periferias , sem dignidade ou serviços básicos garantidos pela Constituição.
Navegue no Google Mapas, você se habituará a ver e compreender o Brasil de uma maneira mais integrada, mais plena de oportunidades, de negócios e empreendimentos, mais claros nas suas necessidades regionais.
Pois, brasileiro, se você não fizer isso, estrangeiros farão, e de posse dessa visão geral, ocuparão o Brasil, em todas as suas demandas, e farão desse país, a grande casa de campo das sociedades ricas do Planeta.
Reaja Brasil dos homens empreendedores e visionários, pois voar é preciso, trabalhar necessário, ter domínio soberano sobre o solo pátrio absolutamente necessário, para que não sejamos apenas os peões da casa de campo dos donos do Capital Internacional que a governam à distância manipulando os preços internacionais, avaliando, desde longe, à distância a nossa produção, o nosso subsolo, a nossa energia, e por esse meio controlando o nosso “mercado”. Quando não são eles que através de pacotes determinam a nossa produção.
Eles vêem qual riqueza estamos produzindo esse ano, ou que produziremos o ano que vem, então baixam o preço do trigo, do ferro, do alumínio, da soja, da carne. Prevêem pelo que estamos plantando a nossa necessidade de insumos, e sobem o preço do que precisamos comprar, assim, impedem que nós, povo brasileiro, nos capitalizemos, e nos tornemos ricos e poderosos no contexto econômico mundial. Eles nos deixam o suficiente para que não esmoreçamos, para que a produção da casa de campo deles não se paralise, pois comida e bebida, minerais e energia, não são apenas necessidades de brasileiros.
Deixemos de ser “Bonzinhos” e “Bobinhos”, sejamos ao menos justos conosco mesmos e com o nosso povo, é o mínimo que se espera. Já podemos, não com a mesma precisão que eles podem, pois para nós eles disponibilizam imagens de 200 metros, para eles, eles dispõem de imagens zero metro, rasteira no solo. Mas se formos espertos, observando a produção de outros países, podemos ver o que lhes falta, de que necessitarão, e então de posse dessa informação, negociar como adultos, vendendo e comprando com a justiça agora ditada pela necessidade de cada qual.
O Brasil é a solução do mundo.
Quando o afro descendente, que aqui vive em condições superiores aos seus ancestrais perceber o quanto pode fazer pelos seus ancestrais, fazendo a ponte, Brasil- África, não só os negros enriquecerão, em ambos os continentes, como a África voltará a ser o continente Negro.
Com isso, me desculpem essa grande verdade, a Europa entrará na falência, a Ásia terá problemas, e o Brasil, a América do Sul, e o Continente Africano dominarão o mundo econômico. Se a Europa, os EUA querem sobreviver, socorram a África e desviem seus olhos cobiçosos do Brasil, caso contrário, o fenômeno que descrevo acontecerá irremediavelmente, e o reino negro, como já dizia meu Bisavô em sua obra, “Nova Luz Sobre o Passado” será duro como o ferro fundido, inflexível como o ébano, implacável como o elefante na sua memória de um rancor contido há séculos.
Habituem senhores brasileiros a voar, ver os fatos concatenados uns aos outros, terem do mundo uma visão mais holística, compreender a complexa rede de elos econômicos e como manipulá-los, pois como se diz no Futebol, quem não faz gol, leva. No campo econômico quem não domina é dominado.
Brasil, o 14 Bis saiu do chão para inspirar.

Wallacereq@gmail.com.



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sábado, 22 de agosto de 2009

Sim os zeppelins estiveram na Amazônia Brasileira.



Herança de guerra
Amapá guarda ruínas da base militar americana que defendeu o Atlântico e protegeu a entrada da Amazônia na 2a Guerra Mundial .
Texto: Sérgio Adeodato
O bombardeiro B-17 dos EUA passou pelo Brasil na 2ª Guerra, onde ganhou o nome “muito trabalho”. A antiga oficina mecânica dos americanos está em ruínas, coberta pelo mato na cidade do Amapá, norte do EstadoAs ruínas da velha oficina mecânica estão cobertas pela mata. Tratores, caminhões e tanques de fabricação americana, enferrujados pela ação do tempo, destacam-se na paisagem verde, nos arredores da cidade do Amapá, situada a 306 km de Macapá (AP). Das residências dos soldados, restaram apenas os pisos de cimento e lajota, escondidos no bosque de ameixeiras. A 500 metros dali, duas pequenas inclinações do terreno plano, forradas por vegetação rasteira, preservam no subsolo os antigos paióis de armamentos, como 50 anos atrás.No alto de uma torre metálica, o farol de sinalização dos aviões de combate que ali pousavam funciona até hoje. Na frente dele, o poço artesiano, o reservatório de água, o almoxarifado-geral e os escombros da casa de bombas hidráulicas dão pistas sobre o poderio do lugar no passado. De fato, esse grotão do extremo-norte do país, localizado a 284 km do Oiapoque, guarda um patrimônio que poucos brasileiros conhecem ou ouviram falar: os vestígios da base aérea construída pelos Estados Unidos em plena Amazônia durante a 2ª. Guerra Mundial.Em 1942, uma semana após o Brasil aderir à guerra contra alemães e italianos, uma delegação de engenheiros, arquitetos e topógrafos dos Estados Unidos, França e Inglaterra começou a construir a base militar do Amapá. O local era considerado estratégico para a patrulha do Oceano Atlântico contra uma eventual incursão inimiga nas Antilhas Holandesas, chegando à porta de entrada dos Estados Unidos. Durante a guerra, o Amapá foi também o primeiro ponto de abastecimento das aeronaves americanas que se dirigiam até outra base construída no Brasil, na cidade de Parnamirim, próximo a Natal (RN), de onde partiam para o combate na Europa. Registros da Aeronáutica indicam que pelo menos 21 aviões pousaram na cidade do Amapá durante viagens até Natal durante a guerra.Esses redutos americanos em território nacional atuavam também na vigilância do Atlântico Sul. Além das bases aéreas, os portos de Recife e Salvador foram liberados para a Marinha americana. Formava-se o “Cinturão do Atlântico”, que compreendia a faixa mais estreita entre a América do Sul e a África, onde as operações foram intensificadas. Era uma questão de estratégia. Com o Canal de Suez, ligando o Mediterrâneo ao Mar Vermelho, bloqueado para embarcações alemãs e italianas, a parte sul do Oceano Atlântico passou a ser a via de acesso para os países inimigos obterem na Ásia a matéria-prima necessária à fabricação de armas. Como navios mercantes eram alvos fáceis dos bombardeios, a Alemanha passou a utilizar submarinos para essa tarefa. Entre as 65 embarcações inimigas afundadas no mar territorial brasileiro durante a guerra, nove foram submarinos, alvejados bem próximo à costa do Norte e Nordeste.Um dos marcos mais importantes desse tempo, ainda hoje de pé na base do Amapá, é a torre de atracação de dirigíveis – pequenos zeppelins, chamados de “blimps”, que faziam a patrulha anti-submarina e a escolta de comboios de navios no Atlântico. No Brasil, os americanos tinham 16 “blimps”, divididos em quatro esquadrões, um deles com atuação no Amapá. Cada um levava até quatro tripulantes e uma bomba. Em fevereiro de 1944, na costa amapaense, esses dirigíveis de guerra resgataram sobreviventes de dois aviões B-25 acidentados na selva. “É uma pena que a memória desse tempo esteja sendo apagada”, lamenta Naíde de Assunção Pereira, 50 anos.Naíde nasceu na base, quando a 2ª Guerra Mundial chegava ao fim, e hoje mora nos fundos da antiga lavanderia dos soldados. Seu tio, o cearense Paulo Lemos, já falecido, trabalhou como guarda dos aviões. O pai, Francisco Assunção, era dono de uma mercearia que vendia um pouco de tudo, de cereais a tecidos, para os militares e para as famílias que chegavam àquelas paragens em busca de oportunidades.Na região onde a floresta amazônica se desfaz em cerrado e campos alagadiços cheios de búfalos, margeando o Atlântico um pouco acima da linha do Equador, a construção da base americana foi motivo de esperança de desenvolvimento. Durante a guerra, os alojamentos receberam aproximadamente 2 mil militares em vários períodos. No rastro deles, chegaram prestadores de serviços diversos, o comércio floresceu e surgiram inúmeras fazendas de gado. A população local cresceu com as promessas de emprego numa fronteira do país ainda inexplorada.“Existia aqui uma cidade de primeira categoria construída pelos Estados Unidos, limpa e imunizada contra insetos, como os carapanãs, que hoje infernizam nossa vida”, recorda-se Raimundo Dário dos Santos, 79 anos. O morador, que atualmente reside no prédio onde funcionava o frigorífico da base, migrou do Pará sete anos após o fim da guerra, na esperança de pegar o bonde do desenvolvimento deixado pelos americanos.Mas a esperança não durou muito. A base foi desativada após a guerra, em 1946, e passou para as mãos da Força Aérea Brasileira (FAB), que montou ali o Centro Aéreo de Treinamento. Com a saída dos estrangeiros, a região entrou em decadência, passando a ser refúgio de garimpeiros que até hoje exploram ouro nos rios encachoeirados das redondezas. Atualmente, a economia do município é sustentada por criações de búfalos, entrepostos pesqueiros e cultivos agrícolas que sobrevivem a duras penas sem acesso a tecnologias de produção.Quase dez anos após a retirada americana, o silêncio no qual a base havia mergulhado foi interrompido por um fato histórico. A chegada do presidente argentino deposto, Juan Perón (1895-1974), que fugia de perseguições em seu país e no Paraguai, onde ficou inicialmente exilado. Em 1955, após passar por São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador, tendo o pouso negado pelas autoridades, acabou aterrissando na cidade do Amapá.A acolhida foi autorizada apenas para o reabastecimento da aeronave, um C-47 do transporte militar paraguaio. Naquela época, a cidade era capital do antigo Território Federal do Amapá. Perón hospedou-se na casa do então governador, Amílcar Pereira, e ganhou dele a gasolina para continuar o vôo até Manágua, na Nicarágua, país que lhe oferecera asilo.“O que restou da base americana poderia ser transformado em pólo cultural e receber visitantes de várias partes do país e até do exterior”, ressalta Clécio Lopes Moreno, 67 anos, chefe do Grupamento de Navegação Aérea da Infraero na localidade. A sugestão faz sentido, tendo em vista que a rodovia que corta o município – e que hoje está sendo asfaltada – é rota para a Guiana Francesa, território que ainda hoje é colônia da França. A idéia de dar nova vida ao lugar teve início em 1998, quando o então governo do Amapá tentou criar ali um museu a céu aberto, hoje abandonado.

Tiago, como as outras crianças da vila, brinca no tanque-pipa deixado no Amapá pelos americanosO prédio onde se localizava o antigo posto médico dos americanos, reformado para guardar peças e documentos da época, está vazio e tomado pela poeira. As placas de sinalização das ruínas estão cobertas pela ferrugem. E muitas instalações, como os depósitos de alimentos, foram ocupadas por pessoas que não tinham onde morar, além dos parentes dos antigos funcionários da base. No total, 70 famílias vivem hoje nos antigos prédios erguidos pelos americanos.Até quando esse patrimônio histórico resistirá ao tempo? Em maio de 2005, a Aeronáutica desativou o aeroporto local, que recebia vôos particulares e tinha um terminal de passageiros. Motivo: falta de manutenção na pista – problema que se arrasta há dois anos, contribuindo para isolar o município e atrapalhar o seu crescimento. O abandono atinge também a torre de atracação dos famosos zeppelins, tomada por colméias e casas de marimbondos, e a pista onde esses balões pousavam, quase soterrada pela vegetação.Se os monumentos em ruínas da cidade correm risco de desaparecer com a memória dos moradores, novos vestígios daqueles tempos afloram nas matas dos arredores. Na medida em que mais trilhas são abertas na densa floresta amazônica, sinais dos antigos tempos de guerra espantam os caboclos. Foi o que aconteceu com o garimpeiro, conhecido como “Comprido Velho”, que há 10 anos encontrou no meio da mata um avião B-24 americano, quando caçava nos arredores do Rio Cassiporé. Após a divulgação da notícia, uma equipe de 22 soldados do Batalhão de Infantaria de Selva resgatou a aeronave, que estava coberta pelo limo e ainda preservava as metralhadoras anticaça. Foram também encontrados os restos mortais dos militares acidentados.Novos achados podem vir à tona. As atenções agora se voltam para o mar, embora a tarefa seja muito difícil: encontrar dois submarinos alemães, o U-7662 e o U-590, que naufragaram nas águas turvas do litoral amapaense, perto da foz do Rio Amazonas, alvejados pelo bombardeio aéreo das aeronaves que decolavam da velha base americana da cidade do Amapá. Descobrir as embarcações significa montar mais um pedaço desse quebra-cabeça para resgatar os fatos desse importante período da história mundial.
Conflito no litoral
Embarcações alemãs foram afundadas na costa brasileiraA posição geográfica estratégica em relação à Europa, África e Ásia levou o Brasil a entrar na 2a Guerra Mundial. Após várias negociações com os Estados Unidos, o presidente Getúlio Vargas rompeu relações com Alemanha e Itália e autorizou a instalação de bases americanas no Brasil. A base militar de Parnamirim (RN) era a mais importante. De lá decolaram entre 400 e 600 aviões para o combate na Europa e para a vigilância do Atlântico Sul, formando um cinturão de 1.700 milhas entre Natal e Dacar, na África.
Em troca, os Estados Unidos financiaram a criação da Companhia Siderúrgica Nacional e o programa de incentivo à produção de borracha na Amazônia, produto que se tornara escasso devido ao avanço japonês na Ásia. O Brasil passou a fornecer aos americanos materiais estratégicos como bauxita, berilo e manganês e recebeu armas modernas.

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