Uso do Álcool na Aviação de Pequeno Porte na Amazônia.
Wallace Requião de Mello e Silva.
O combustível alternativo tem sido uma realidade e um objetivo perseguido desde o inicio da aviação.
Anésia Pinheiro Machado e Thereza di Marzo foram às primeiras aviadoras do Brasil.
Anésia em seu histórico vôo comemorativa da Independência do Brasil, realizado em 1922, nos mostrava que de fato a aviação desde seu inicio usou, e pesquisou alguns combustíveis alternativos. Anésia com o seu Caudron G3, utilizava óleo de rícino (oriundo da mamona em solução alcoólica) como combustível em seu avião equipado com motor rotativo francês Gnome- Rhôme remanescente da Primeira Guerra Mundial (1918).
O óleo de rícino, numa solução alcoólica, é largamente usado no aeromodelismo. O aeromodelismo, longe de ser brincadeira de crianças, por sua vez, tem apontado soluções tecnológicas revolucionárias para o uso experimental da eletricidade como força motriz de aviões.
O uso do álcool combustível e dos óleos vegetais (castrol) também não é novidade na aviação. Na verdade parece que são mais utilizados na lubrificação de reatores (turbinas) do que os derivados do petróleo e os óleos sintéticos. Na obra inglesa, “Internal Combustion Engines” versão em espanhol “Motores de Combustión Interna” Libreria Y Editorial Alsina 1953, vemos em seu texto que muito antes da Segunda Guerra se experimentou o diesel, o gás natural, o benzeno, os álcoois, o querosene, o nitrogênio, o hidrogênio e os óleos vegetais, como combustível experimental em maior ou menor grau de viabilidade para o uso comercial aeronáutico. O uso civil do álcool na aviação começou tudo indica, nos primeiros vôos árticos e siberianos e desenvolveu tecnologia própria que faz corar de vergonha os modernos automóveis a álcool incluindo os turbo alimentados. Portanto é preciso que se lembre agora, quando o norte-americano, professor Max Shauck, do Texas, que vendeu um de seus aviões a SOPRAL (extinta sociedade de produtores de açúcar e álcool brasileiros) e anuncia na revista Quatro Rodas a travessia do Atlântico com o seu avião movido a etanol (álcool oriundo da fermentação orgânica - biomassa), esqueceu-se ele de que essa pratica remonta aos anos 1938 no esforço feito para desenvolvimento de tecnologia para o uso aeronáutico militar do álcool da beterraba (Inglaterra) e da batata (Rússia).
Todavia a grande novidade é que o álcool (etanol) e o gás natural (metano), talvez sejam dados a facilidade de obtenção na região, as duas grandes opções para a aviação civil de pequeno porte na Amazônia. O Proálcool, da Petrobrás, tornou uma realidade no Brasil o uso do álcool (etanol e metanol) como combustível comercial de motores de combustão interna desde a década de 70 ate os nossos dias. Não há mais segredos para o seu uso nos pequenos motores aeronáuticos. Ele, o álcool, vem sendo usado, por exemplo, como muita freqüência nos aviões ultraleves. Quatro ou cinco anos atrás, o engenheiro James Waterhouse, sócio diretor da Aeroálcool de Franca, localidade paulista, adaptou um avião agrícola Pawnee PA 25- 260, com surpreendentes vantagens no custo por hectare. Naquele ano o engenheiro já havia conquistado 70% do processo de homologação de seu equipamento. Também a Neiva, subsidiaria da Embraer procurava homologar seus motores a álcool naquele mesmo ano, dizia em entrevista especializada, Paulo Upanavicius, seu diretor. “O custo do litro do álcool é mínimo comparado a avigás (gasolina para aviões) e pode ser produzidos em qualquer parte do país o que reduz o custo com o transporte do combustível com uma economia por hectare apreciável. Na aviação agrícola o combustível é o item que mais onera a operação”.
Quem pesquisa a questão energética (www.sbpe.org.br) encontrará como palavra de ordem as “Células de Energia” (Fuel Cell). Trata-se de tecnologia para a obtenção econômica do hidrogênio combustível. Também não há grandes novidades no setor. Desde a década de 50 alguns aviões e foguetes utilizam o hidrogênio como combustível, e o gás foi largamente usado nas pesquisas espaciais. O que vem ocorrendo é, que se tiver em vista a crise energética mundial, principalmente em relação aos combustíveis fosseis, as Células de Energia, aparecem agora como solução e alternativa para uma nova economia energética mundial. E o Brasil, surpreendentemente tem se sobressaído nesta tecnologia. O projeto é tão ousado que pode permitir ao cidadão comum a produção do seu próprio hidrogênio combustível. O interessado encontrará ainda maiores e melhores informações nos seguintes sites: “MembersTripod.com” e “Celula@combustivel.com.br”, ou simplesmente, digitando “Celulas de Energia” no Google. É surpreendente.
Enquanto, “as coisas” demoram um pouco para o desenvolvimento comercial e popularização das “Fuel Cell”, nós não poderemos deixar de chamar a atenção ao fato de que, a maioria dos especialistas na analise dos problemas da Amazônia Legal focam suas atenções para a necessidade de produção de calor e energia como pré-requisito fundamental para o desenvolvimento da região. Neste sentido, os especialistas brasileiros estudam os “Resíduos da Floresta”, e afirmam que eles podem produzir uma quantidade de litros de álcool etanol maiores do que, se espera, venha a ser encontrado no subsolo da Amazônia. (mesmo quando sabemos que existe ali, um alto percentual da reserva mundial de hidrocarbonetos (petróleo) impregnado na bacia sedimentar paleozóica do Amazonas) [1]. Eis aí, no etanol, outra possível solução energética para a região. Com uma vantagem extra, o etanol, como já dissemos, é produto de matéria renovável, ou seja, tem origem em matéria orgânica renovável (Biomassa), o que não ocorre com o gás natural e o petróleo. Muito menos com o GLP (gás liquefeito do petróleo, oriundo do resíduo de sua industrialização). O álcool e a água formam uma mistura homogênea acabando de vez um dos grandes problemas da aviação na Amazônia sempre úmida, a condensação da água nos tanques de gasolina.
Também salta aos olhos, como solução possível de curto prazo para a região Amazônica, os poços de gás natural já em exploração na região e as grandes jazidas de linhito (linhito, mineral combustível que possui 70% de carvão e é quatro vezes mais calórico que a hulha e do qual podemos extrair combustível para os aviões a jato[2]) ali existentes em áreas continuas maiores que o total da área do estado do Paraná e estimado em trilhão de toneladas, além do xisto betuminoso de onde se pode extrair óleo e gasolina. A principal fonte de gás natural explorada pela Petrobrás é a jazida de Urucu nas proximidades de Manaus, mas existem outras em exploração na Amazônia em Barreiros ou na Ilha de Marajó por exemplo. Ou seja, além do gás natural, as pequenas usinas de produção de álcool com moderna tecnologia podem produzir álcool do excedente da floresta; dos galhos, folhas, tubérculos e raízes que apodrecem naturalmente na floresta dando-lhes uma solução pontual de curtíssimo prazo à espera da tecnologia do hidrogênio que virá.
Colhidos e submetidos a alguma tecnologia, hoje já dominada no Brasil (e desenvolvida pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (CEMPES) da Petrobrás), esses excedentes podem gerar o biogás (da fermentação) e o álcool etanol. Sendo assim, o biogás, com alguma dificuldade (sua perda calórica em relação aos outros combustíveis aqui citados), pode também ser apresentado como mais uma opção, e ser igualmente utilizado como combustível em embarcações, geradores e aviões. Por isso, de olhos no futuro do país, a IPE, Empresa Paranaense de Estruturas, em Curitiba, e produtora do avião utilitário-treinador IPE 06, antecipa-se e estuda projetos oriundos de diversas fontes de pesquisa para a melhor utilização combustível do gás natural e do etanol para os aviões por ela produzidos e que, pretende-se, serão também vendidos e utilizados na Amazônia Legal. No futuro, quem sabe, as baterias solares e os motores elétricos, ou a produção de hidrogênio combustível para os motores de combustão, possam dar as cartas tecnológicas da nova economia energética do mundo. Por ora, apostamos no mais simples no álcool e no gás natural de petróleo como solução ao alcance da mão e a altura do conhecimento técnico dos amazônicos. Acreditamos que esses privilegiados e amados brasileiros, certamente, num futuro bem próximo, serão largamente recompensados pela perseverança, sofrida e trabalhosa, no esforço hercúleo da ocupação, da permanência e do desenvolvimento da Amazônia Legal Brasileira.
Álcool da fermentação orgânica. (escrever)
A Aviação e a eletricidade, baterias solares. (desenvolver)
Biodiesel e carvão combustível para a aviação brasileira.
[1] Petróleo Brasileiro Preconceito e Realidade; Petrobrás dois edição 1980.
[2] Carvão betuminoso gera combustível de ultima geração para aviões. Penn Univesity USA 2002.
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sexta-feira, 31 de outubro de 2008
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Energia Eletrica no Paraná.
Eletrificação.
O assunto é muito especializado. Complexo. Não pretendo polemizar com técnicos, mas aproveitar a oportunidade para discorrer para leigos como eu, algo de verdadeiramente esclarecedor sobre o processo de eletrificação em nosso estado, sua prudente e necessária estatização e o grave problema da privatização da COPEL. Espero dos técnicos que concordarem com minha opinião subsídios, dos críticos as críticas leais. Que tomem da pena e escrevam para os jornais, o assunto é de interesse publico.
Ambiente histórico.
Benjamim Francklin, por muitos reconhecido como pai dos estudos sobre a eletricidade viveu entre 1706 e 1790. Alessandro Volta descobridor e inventor da pilha elétrica viveu entre 1745 e 1827. Nícolo Tesla descobridor da corrente alternada viveu por volta de 1888 e finalmente Tomas Alva Edison o inventor da lâmpada viveu entre 1847 e 1931. Esses homens são o principio, o inicio do fenômeno da eletrificação. Sem eles nada do que conhecemos no campo da eletricidade seria possível. De lá para cá se passaram pouco mais de dois séculos. Como vemos a eletricidade mudou o mundo em 200 anos.
A Eletricidade no contexto energético.
Modernamente dividimos as fontes energéticas em renováveis e não renováveis, ou seja, aquelas tendentes ao esgotamento mundial, e aquela renováveis pela natureza. Com o advento da consciência ecológica as fontes energéticas puderam também ser subdivididas em poluentes e não poluentes. O petróleo e seus derivados, o gás natural, o carvão mineral e a energia atômica são fontes não renováveis tendentes ao esgotamento e cada qual possui seu alto índice de poluição. Das renováveis como o carvão vegetal, o álcool e a eletricidade gerada pelo potencial hídrico, a ultima é a menos poluente e a mais eficiente. É claro que a eletricidade pode ser também gerada como produto de fissão nuclear, como produto de maquinas a vapor, a óleo diesel ou outros derivados de petróleo, carvão mineral e ate mesmo álcool. Porém a maior viabilidade e maior potência de geração a baixo custo relativo, segurança e baixos níveis de poluição esta, justamente na Hidroelétrica. A eletricidade por ser renovável parece ser a promessa e o índice de desenvolvimento do futuro. Todavia esse tipo de geração de Eletricidade depende do potencial hídrico, e nesse sentido o Brasil possui um dos maiores potenciais inventariados no mundo.
Segunda Guerra Mundial
Após a Segunda Guerra Mundial o mundo desperta para o problema energético, e as nações percebem claramente a sua dependência ao potencial energético utilizável. Descobre-se não só a necessidade de reservas estratégicas como também a necessária liberdade de utilização destes recursos, o que representa, sem duvida, uma questão de soberania sobre o uso do potencial energético limitado pelas fronteiras geográficas e políticas. Não basta que o país aliado tenha um potencial utilizável, mas é preciso criar mecanismo de domínio, territorial, comercial ou diplomático. As fronteiras surgem como um obstáculo. Nos tempos de paz pós guerra, o advento do grande incremento da indústria e da gradativa substituição das fontes energéticas umas pelas outras, igualmente levou as nações ricas perceberem que como na guerra, pode-se perder a batalha econômica se por um capricho qualquer uma nação rica ou pobre possa tornar-se irremediavelmente dependente de energia estrangeira. Montaram então um elenco de estratégias que resultaria entre outras na globalização das economias e a trama ideológica que derruba qualquer pretensão nacionalista dos países em desenvolvimento.
O mundo todo em desenvolvimento.
Passaram-se, como já dissemos, pouco mais de dois séculos. O mundo tornou-se gradativamente escravo da energia, porém a vida, digamos, do cidadão tornou-se muito mais dependente da eletricidade do que de outras fontes de energia. O que não acontece com setores da Indústria e do transporte. Porém a informatização dos sistemas e a comunicação tornaram-se totalmente dependentes da eletricidade. Sendo assim, quem detém o poder sobre o uso e a geração dessa energia, mantém um poder de coerção social que é quase despótico. Passaram-se muitos anos para que os governantes percebessem o alcance desse poder. No Brasil a eletrificação começou ainda no Império no Rio de Janeiro com muito otimismo. Em 1883 já funcionava a primeira usina elétrica do país. Em São Paulo capital industrial do país inicia-se a eletrificação por volta de 1899 quando uma carta patente da rainha inglesa Vitoria criava a The São Paulo Light and Power Company. Em 1900 já estava instalada e funcionando a primeira rede publica paulista. As primeiras concessões foram dadas a “brasileiros” que se associaram a empreendedores estrangeiros como se propõe agora. Não tardou, no entanto para que industriais e o povo percebessem a dependência que a nova economia industrial sofria sob pressão dos “produtores” de energia. Logo explodiu um movimento contra o monopólio dos ingleses na primeira década do século XX. Gradativamente o país foi crescendo e conscientizando-se, e a complexidade das leis que regiam e privilegiavam os conflitantes interesses dos diversos produtores privados de energia mostrou-se imperiosa e cheia de entraves, não só porque havia interesses conflitantes entre lobistas quanto às áreas de expansão, mas também quanto aos preços das tarifas. Não eram menos importantes os conflitos gerados pelas condições técnicas, como por exemplo, a diferença de voltagem ou amperagem gerada por um equipamento particular, ou outro. Não havia padronização de sistemas. Assim, com o tempo, foi sendo solucionado pelo governo o conflito de interesses e o conflito legislativo com a criação de empresas estatais, ou de capital misto, que depois de percorrerem uma longa caminhada tanto política, legislativa e técnica iam, assim, absorvendo o problema em uma política única de expansão técnica e tarifaria. Vejam que isso era e é importante.
No caso do Brasil, do início da eletrificação para cá se passaram 101 anos. Hoje são tantos os aparelhos que funcionam com energia elétrica que o assunto é tratado sempre pelas nações como “assunto de segurança nacional”. A questão energética é seríssima. O capital não gera riquezas no mundo moderno sem energia. A energia é uma força e uma riqueza que impulsiona a produção de todas as outras riquezas materiais. Depende-se mais da energia do que do capital. A economia moderna paraliza-se sem energia. Não só a indústria, a indústria de armamentos, mas também a agricultura, a conservação de alimentos, a medicina, a informática, setores importantes dos transportes e as comunicações dependem quase que exclusivamente da energia elétrica. Foram tão grandes os investimentos nesse setor, não só no Brasil, mas em todos os países, que aqui, por exemplo, os governos militares investiram tamanhas somas de dinheiro publico que gerações continuarão pagando. Assim foram construídas as Usinas Atômicas de Angra, e a gigantesca binacional Usina de Itaipu, a maior do mundo como todos sabem. Somente o dinheiro publico colhido através de impostos poderia ter coberto tamanhos investimentos. Somente o Estado poderia ser avalista ou tomar empréstimos de tamanhos recursos. Mas isso é só a pontinha do volume de investimentos. A obra de Eletrificação no Brasil e em particular no Paraná, não foi obra de um governo, mas do esforço de uma enormidade de homens públicos, geração pós geração, e de milhares e milhares de trabalhadores técnicos nestes últimos 100 anos. No Paraná sobrepõem-se quatro sistemas de eletrificação: os auto produtores, a Eletrosul, a Itaipú Binacional e a COPEL.
Quanto custou, eu pergunto, à Nação 100 anos de trabalho? Um trabalho que foi se aperfeiçoando tecnicamente e um patrimônio público que foi se consolidando. Seja na geração, seja na distribuição de energia.
Veja você amigo leitor apenas como curiosidade. Curitiba tem mais ou menos 315 quilômetros quadrados de área urbanizada. Nesta área existem cerca de 16.000 quarteirões. Cada quarteirão tem quatro faces. Muito bem. No centro da cidade temos uma média de 10 postes por face de quarteirão. Nos bairros uma média de cinco postes por face de quarteirão. Sem maiores preocupações com exatidão, mesmo porque quero apenas dar um exemplo, tomo como número médio para a cidade seis postes por face de quarteirão. Então tenho 16000 x 4 x 6 = 384000. Trezentos e oitenta e quatro mil postes de luz. Equipe-os com luminárias, lâmpadas, isolantes, suportes, transformadores, fusíveis, cabos, fios, estações repetidoras, reguladores de tensão, relógios marcadores residenciais, estações retransmissoras, etc. São milhões de itens e é preciso haver compatibilidade entre eles. Transferencia de energia de um sistema ao outro. É o padrão. Agora multiplique isso por cada cidade paranaense, some ao volume de recursos o que foi aplicado na construção de uma dezena de hidroelétricas e termelétricas construídas com dinheiro publico nestes 47 anos de existência da COPEL. Tente dar preço a cada um deles, valor a cada poste, custo horas de serviço por homem tecnicamente especializados nestes últimos 100 anos, é um valor incalculável, um volume de recursos público inestimável, pois mesmo as iniciativas privadas do inicio, na história do Paraná eram pagas pelo usuário e financiadas pelo governo, povo, e esta tudo ai, tudo funcionando com altíssimo padrão, e quase tudo gerido, mantido e expandido, no Paraná, pela COPEL.
Não é preciso dizer, que recursos federais e até internacionais, (vejam o caso da Itapu binacional ou da Eletrosul e da própria COPEL,) foram aplicados por meio do poder publico neste setor no Paraná e no Brasil. Áreas imensas foram alagadas, Sete Quedas, uma das maravilhas naturais do mundo foi submersa para sempre, foram pagas indenizações, tudo em nome do desenvolvimento de um pais livre e soberano. Um país livre e soberano, um Paraná economicamente independente heis a questão principal.
Após a criação da ELETROBRAS em 1954, de uma maneira mais significativa, cidadãos de outros estados brasileiros, com seus impostos e consumo de energia também contribuíram para a construção deste MEGA PATRIMONIO PUBLICO.
Eu não preciso ser um gênio para compreender que essa complexa rede de eletrificação é essencial para o desenvolvimento, para a paz social interna, para a segurança externa, independência e soberania da nação brasileira. Sendo do interesse e da necessidade de todos, sendo dependente de recursos hídricos, que é um bem pertencente à União e, portanto a todos os cidadãos brasileiros, e ter custado tanto dinheiro publico sem o qual seria impossível implantar eficientemente no Brasil tal patrimônio, não só é lógico, mas é de absoluto bom senso que continue ou que continuasse sendo gerida por quem gere atualmente, no Brasil e particularmente no Paraná. Mas a partir de 1995 com a lei federal mais burra que o governo federal promulgou a Lei 9074, o governo federal, o mais entreguista que já tivemos, e que, em nome da globalização da economia (interesse expresso dos países ricos) pôs propositada ou inconseqüentemente em risco, não só a nossa soberania territorial, mas também a nossa liberdade econômica e energética. Iniciou a entrega desse patrimônio energético e essa garantia estratégica de soberania energética, vendendo no início a Vale do Rio Doce e seus direitos de lavra, posteriormente setores da comunicação, depois setores geradores de energia elétrica e em breve venderá a energia petrolífera. O nosso Paraná irresponsavelmente foi atrás. Como vivemos em tempos de paz, e a crise mundial ainda não se manifestou em toda a sua extensão, nada parece ter mudado, porém bastará uma guerra, nossa ou mundial... Outra guerra no Golfo e se manifestará toda a nossa ingenuidade e dependência. A África nunca deixou de ser sugada, e nós vamos pelo mesmo caminho.
Conseqüências futuras.
Ora se eu entrego esse patrimônio, por exemplo, para argentinos, e o povo brasileiro se indispõe com os argentinos em uma guerra como já houve no passado, será possível que ninguém veja o que isso significa ou significaria? E se entrego esse patrimônio a um capital internacional sem escrúpulos e sem fronteiras ou bandeiras, colocamos toda a nossa possibilidade de industrialização livre na mão de estrangeiros’. Responda você, estamos ou não estamos nas mãos deles. Sem contar que esse patrimônio incalculável estará sendo “passado”, vendido por valores infinitamente menores, vergonhosamente menores, para grupos particulares, nacionais ou estrangeiros, que farão uso desse mesmo patrimônio público acumulado historicamente e também de recursos hídricos que a ninguém pertence, Receberemos não dinheiro, mas credito, papeis, maracutaias em pagamento de 47 anos de Trabalho da COPEL. Além do que entregamos aos interesses alheios aos nossos uma imensa multidão de consumidores cativos, e os entregamos sem riscos, para essas minorias “privilegiadas” cavarem os seus lucros ainda mais selvagens do que os do serviço publico. Virão cavar ainda mais fundo no bolso de nossos cidadãos “livres”. Já não tão livres pelo visto. Mas não é só o direito de cavar como também o de dominar a nossa futura economia. Ainda não basta o que o povo já pagou, é preciso ainda espoliá-lo de seu legitimo patrimônio? Porque não há como separar na realidade os geradores de energia dos distribuidores de Energia. Porque se calam os deputados, os vereadores, os deputados federais, os senadores, os militares, enfim não são esses os nossos legítimos representantes? Não ganham enormes salários para defender o bem público, a liberdade e soberania da nação, o interesse geral do povo? Ou estão vendidos aos seus interesses eleitorais, ao carreirismo, aos secretos desejos e acertos monetários, ou pior são apenas covardes?
A imprensa.
Para escrever esse superficial trabalho estive na sessão de documentação Paranaense da Biblioteca Pública consultando velhos jornais. Concluo o seguinte. Desde a criação da COPEL pela Lei 14.947 de novembro de 1954 pode-se dizer que a companhia passou, principalmente no seu inicio, por momentos difíceis. E a imprensa noticiou.
Todavia a imprensa como um todo, e a empresa, vai construindo através destes longos anos, pelas noticias e pelas matérias institucionais e pelo trabalho de qualidade inegável uma imagem de uma COPEL competente que serviu de exemplo nacional e de apoio publicitário e panfletário para muitos governadores. De fato a COPEL com 47 anos de existência e mais de 10.000 funcionários. É uma empresa consolidada, nacional e internacionalmente.
Acompanhar a expansão da necessidade de serviços exigida por uma população paranaense que dobra a cada dez anos não é mole. É preciso competência. Mentalmente podemos seguir a construção da Usina de Segredo que custou mais de 100 milhões de dólares com tecnologia própria, ou seguir sua história desde Mourão I, sua primeira usina, Chopin I, até a histórica Capivari - Cachoeira no governo Ney Braga, ou Salto Osório construído para a ELETROSUL. Não é tarefa fácil de analisar, porém é incontestável que os anos 90 marcam a consolidação da empresa no fim do Governo Álvaro Dias e no todo do Governo Requião - Mário Pereira com a inauguração de Segredo em setembro de 1992, assim como, percebe-se a nítida expansão da eletrificação rural, o maior programa da América latina no período que se caracteriza no Clic-Rural do Governo José Richa. Não preciso nem se lembrar de Lupion, Paulo Pimentel e principalmente Parigot de Souza, qualquer observador da história da companhia identificará a importância de cada um desses e de outros homens públicos. Citar aqui cada um dos competentes presidentes da Empresa chega a ser inútil, pois não há só um de média grandeza. Mas o que é Flagrante é a radical mudança de opinião por parte da imprensa sobre a empresa pós a Lei privatizadora de 1995. Acuso a imprensa paranaense de preparar voluntária ou involuntariamente, ou tentar preparar a opinião publica para o processo de privatização da COPEL que no meu entender é criminoso. Como, aliás, conscientemente ou não, os profissionais de imprensa estão fazendo também com a PETROBRAS. Como se um acidente ou dois ou três, provocados ou não, pudessem esconder tudo que a PETROBRAS fez e faz pelo Brasil.
A COPEL no contexto.
O povo paranaense carece de informação sistemática sobre um dado tema e memória. Por isso procuro aqui dar pinceladas de esclarecimento. É tarefa complexa, mas edificante perceber como houve a gradativa necessidade de intervenção do Estado nos setores Energéticos. Em especial no Brasil. Pesquisem senhores. Vejam como o Brasil se destacou dos outros países sul americano. Acompanhar no Paraná desde a instalação da primeira lâmpada elétrica no Passeio Público em 1886 conforme nos conta a pena de David Carneiro, às lutas posteriores contra os permissionários privados do início, os black-out e pisca-pisca da energia que duraram até os anos 50 no auge do prestigio das companhias de energia privadas de então entender o Governo Vargas. Pouco antes testemunhar a má qualidade do serviço da South Brazilian em 1912, as denuncia veementes de Caetano Munhoz da Rocha, a construção da CHAMINÉ em 1930, a primeira usina de porte do estado, a constituição da prepotente "Empresas Elétricas Brasileiras" a partir American Foreign Company capital e domínio estrangeiro com nome brasileiro; passar pela revolução de 1930 e os desmandos políticos e empresariais no estado e no Brasil; perceber pela imprensa a ação popular contra a companhia Força e Luz no Paraná em 1932; testemunhar na década de 50 o gradativo e necessário envolver-se do governo na geração, padronização técnica e distribuição da Energia. A necessidade de um plano nacional de política energética entre 38 e 45 com a Grande Guerra. A criação da Eletrobrás em 54 com esse fim, o surgimento do Ministério da Minas e Energia em 1960 e a legislação nacional conduzindo a política energética para o capital publico; a Eletrosul disputando e cooperando com a COPEL; o complexo sistema de parceria com os autoprodutores, a absorção de companhias privadas existentes então em Ponta Grossa, Castro, Pirai etc. Assistir o Surgimento magnânimo da Itaipú Bi - nacional. Vislumbrar a criação da SIMEPAR, (COPEL e Investigação Agronômica do Paraná e o centro de hidráulica e hidrologia Parigot de Souza), orçados em 32 milhões de dólares e considerados a melhor rede de investigação meteorológica do estado e o melhor centro de pesquisa em hidrologia. Ver enfim a COPEL prestado assessoria à Colômbia, Equador, Venezuela, Chile, China e Gabão. Ligar o nosso aparelho em casa e vê-los funcionar com toda segurança com tecnologia e obra das mãos de paranaenses. Chegamos enfim numa empresa lucrativa, madura, produzindo mais energia que a requerida pelo consumo do Paraná e fornecendo a outros estados conforme nos informam os seus próprios “Informes Estatísticos”. Isto tudo num país em que três quartos do potencial hidroelétrico inventariado ainda permanecem inaproveitados, segundo nos informa a Eletrobras . Um país de futuro se governado por apaixonados pelo trabalho, não pelos apaixonados por dinheiro, e muito menos dinheiro estrangeiro. A liberdade não se vende.
Infelizmente, pela imprensa, não se pode perceber o que fez no setor energético o atual governador. Aparentemente nada. Sabe-se que vem se esforçando para a venda da COPEL. Você pode entender o por quê? Eu não.
Lamento também que a COPEL aparentemente não seja mais uma família, pois uma família defende os seus interesses, ainda que para isso, seus membros tenham que tirar recursos dos próprios bolsos. Vejo a família de copelianos calada. Omissa.
Defenda meu amigo o Paraná e o Brasil soberano independente e livre.
Meu Deus, na mente do capital internacional pessoas (brasileiros) são apenas números que podem ser “deletados” num aperto de botão. Clic ... E a luz apagou na mão de quem não ama a pátria, mas cobiça as riquezas de seu chão.
Wallace Requião de Mello e Silva.
É psicólogo, foi assessor na Câmara Municipal de Curitiba,
Na Assembléia Legislativa do Paraná, e Secretário na Câmara Federal em Brasília..
O assunto é muito especializado. Complexo. Não pretendo polemizar com técnicos, mas aproveitar a oportunidade para discorrer para leigos como eu, algo de verdadeiramente esclarecedor sobre o processo de eletrificação em nosso estado, sua prudente e necessária estatização e o grave problema da privatização da COPEL. Espero dos técnicos que concordarem com minha opinião subsídios, dos críticos as críticas leais. Que tomem da pena e escrevam para os jornais, o assunto é de interesse publico.
Ambiente histórico.
Benjamim Francklin, por muitos reconhecido como pai dos estudos sobre a eletricidade viveu entre 1706 e 1790. Alessandro Volta descobridor e inventor da pilha elétrica viveu entre 1745 e 1827. Nícolo Tesla descobridor da corrente alternada viveu por volta de 1888 e finalmente Tomas Alva Edison o inventor da lâmpada viveu entre 1847 e 1931. Esses homens são o principio, o inicio do fenômeno da eletrificação. Sem eles nada do que conhecemos no campo da eletricidade seria possível. De lá para cá se passaram pouco mais de dois séculos. Como vemos a eletricidade mudou o mundo em 200 anos.
A Eletricidade no contexto energético.
Modernamente dividimos as fontes energéticas em renováveis e não renováveis, ou seja, aquelas tendentes ao esgotamento mundial, e aquela renováveis pela natureza. Com o advento da consciência ecológica as fontes energéticas puderam também ser subdivididas em poluentes e não poluentes. O petróleo e seus derivados, o gás natural, o carvão mineral e a energia atômica são fontes não renováveis tendentes ao esgotamento e cada qual possui seu alto índice de poluição. Das renováveis como o carvão vegetal, o álcool e a eletricidade gerada pelo potencial hídrico, a ultima é a menos poluente e a mais eficiente. É claro que a eletricidade pode ser também gerada como produto de fissão nuclear, como produto de maquinas a vapor, a óleo diesel ou outros derivados de petróleo, carvão mineral e ate mesmo álcool. Porém a maior viabilidade e maior potência de geração a baixo custo relativo, segurança e baixos níveis de poluição esta, justamente na Hidroelétrica. A eletricidade por ser renovável parece ser a promessa e o índice de desenvolvimento do futuro. Todavia esse tipo de geração de Eletricidade depende do potencial hídrico, e nesse sentido o Brasil possui um dos maiores potenciais inventariados no mundo.
Segunda Guerra Mundial
Após a Segunda Guerra Mundial o mundo desperta para o problema energético, e as nações percebem claramente a sua dependência ao potencial energético utilizável. Descobre-se não só a necessidade de reservas estratégicas como também a necessária liberdade de utilização destes recursos, o que representa, sem duvida, uma questão de soberania sobre o uso do potencial energético limitado pelas fronteiras geográficas e políticas. Não basta que o país aliado tenha um potencial utilizável, mas é preciso criar mecanismo de domínio, territorial, comercial ou diplomático. As fronteiras surgem como um obstáculo. Nos tempos de paz pós guerra, o advento do grande incremento da indústria e da gradativa substituição das fontes energéticas umas pelas outras, igualmente levou as nações ricas perceberem que como na guerra, pode-se perder a batalha econômica se por um capricho qualquer uma nação rica ou pobre possa tornar-se irremediavelmente dependente de energia estrangeira. Montaram então um elenco de estratégias que resultaria entre outras na globalização das economias e a trama ideológica que derruba qualquer pretensão nacionalista dos países em desenvolvimento.
O mundo todo em desenvolvimento.
Passaram-se, como já dissemos, pouco mais de dois séculos. O mundo tornou-se gradativamente escravo da energia, porém a vida, digamos, do cidadão tornou-se muito mais dependente da eletricidade do que de outras fontes de energia. O que não acontece com setores da Indústria e do transporte. Porém a informatização dos sistemas e a comunicação tornaram-se totalmente dependentes da eletricidade. Sendo assim, quem detém o poder sobre o uso e a geração dessa energia, mantém um poder de coerção social que é quase despótico. Passaram-se muitos anos para que os governantes percebessem o alcance desse poder. No Brasil a eletrificação começou ainda no Império no Rio de Janeiro com muito otimismo. Em 1883 já funcionava a primeira usina elétrica do país. Em São Paulo capital industrial do país inicia-se a eletrificação por volta de 1899 quando uma carta patente da rainha inglesa Vitoria criava a The São Paulo Light and Power Company. Em 1900 já estava instalada e funcionando a primeira rede publica paulista. As primeiras concessões foram dadas a “brasileiros” que se associaram a empreendedores estrangeiros como se propõe agora. Não tardou, no entanto para que industriais e o povo percebessem a dependência que a nova economia industrial sofria sob pressão dos “produtores” de energia. Logo explodiu um movimento contra o monopólio dos ingleses na primeira década do século XX. Gradativamente o país foi crescendo e conscientizando-se, e a complexidade das leis que regiam e privilegiavam os conflitantes interesses dos diversos produtores privados de energia mostrou-se imperiosa e cheia de entraves, não só porque havia interesses conflitantes entre lobistas quanto às áreas de expansão, mas também quanto aos preços das tarifas. Não eram menos importantes os conflitos gerados pelas condições técnicas, como por exemplo, a diferença de voltagem ou amperagem gerada por um equipamento particular, ou outro. Não havia padronização de sistemas. Assim, com o tempo, foi sendo solucionado pelo governo o conflito de interesses e o conflito legislativo com a criação de empresas estatais, ou de capital misto, que depois de percorrerem uma longa caminhada tanto política, legislativa e técnica iam, assim, absorvendo o problema em uma política única de expansão técnica e tarifaria. Vejam que isso era e é importante.
No caso do Brasil, do início da eletrificação para cá se passaram 101 anos. Hoje são tantos os aparelhos que funcionam com energia elétrica que o assunto é tratado sempre pelas nações como “assunto de segurança nacional”. A questão energética é seríssima. O capital não gera riquezas no mundo moderno sem energia. A energia é uma força e uma riqueza que impulsiona a produção de todas as outras riquezas materiais. Depende-se mais da energia do que do capital. A economia moderna paraliza-se sem energia. Não só a indústria, a indústria de armamentos, mas também a agricultura, a conservação de alimentos, a medicina, a informática, setores importantes dos transportes e as comunicações dependem quase que exclusivamente da energia elétrica. Foram tão grandes os investimentos nesse setor, não só no Brasil, mas em todos os países, que aqui, por exemplo, os governos militares investiram tamanhas somas de dinheiro publico que gerações continuarão pagando. Assim foram construídas as Usinas Atômicas de Angra, e a gigantesca binacional Usina de Itaipu, a maior do mundo como todos sabem. Somente o dinheiro publico colhido através de impostos poderia ter coberto tamanhos investimentos. Somente o Estado poderia ser avalista ou tomar empréstimos de tamanhos recursos. Mas isso é só a pontinha do volume de investimentos. A obra de Eletrificação no Brasil e em particular no Paraná, não foi obra de um governo, mas do esforço de uma enormidade de homens públicos, geração pós geração, e de milhares e milhares de trabalhadores técnicos nestes últimos 100 anos. No Paraná sobrepõem-se quatro sistemas de eletrificação: os auto produtores, a Eletrosul, a Itaipú Binacional e a COPEL.
Quanto custou, eu pergunto, à Nação 100 anos de trabalho? Um trabalho que foi se aperfeiçoando tecnicamente e um patrimônio público que foi se consolidando. Seja na geração, seja na distribuição de energia.
Veja você amigo leitor apenas como curiosidade. Curitiba tem mais ou menos 315 quilômetros quadrados de área urbanizada. Nesta área existem cerca de 16.000 quarteirões. Cada quarteirão tem quatro faces. Muito bem. No centro da cidade temos uma média de 10 postes por face de quarteirão. Nos bairros uma média de cinco postes por face de quarteirão. Sem maiores preocupações com exatidão, mesmo porque quero apenas dar um exemplo, tomo como número médio para a cidade seis postes por face de quarteirão. Então tenho 16000 x 4 x 6 = 384000. Trezentos e oitenta e quatro mil postes de luz. Equipe-os com luminárias, lâmpadas, isolantes, suportes, transformadores, fusíveis, cabos, fios, estações repetidoras, reguladores de tensão, relógios marcadores residenciais, estações retransmissoras, etc. São milhões de itens e é preciso haver compatibilidade entre eles. Transferencia de energia de um sistema ao outro. É o padrão. Agora multiplique isso por cada cidade paranaense, some ao volume de recursos o que foi aplicado na construção de uma dezena de hidroelétricas e termelétricas construídas com dinheiro publico nestes 47 anos de existência da COPEL. Tente dar preço a cada um deles, valor a cada poste, custo horas de serviço por homem tecnicamente especializados nestes últimos 100 anos, é um valor incalculável, um volume de recursos público inestimável, pois mesmo as iniciativas privadas do inicio, na história do Paraná eram pagas pelo usuário e financiadas pelo governo, povo, e esta tudo ai, tudo funcionando com altíssimo padrão, e quase tudo gerido, mantido e expandido, no Paraná, pela COPEL.
Não é preciso dizer, que recursos federais e até internacionais, (vejam o caso da Itapu binacional ou da Eletrosul e da própria COPEL,) foram aplicados por meio do poder publico neste setor no Paraná e no Brasil. Áreas imensas foram alagadas, Sete Quedas, uma das maravilhas naturais do mundo foi submersa para sempre, foram pagas indenizações, tudo em nome do desenvolvimento de um pais livre e soberano. Um país livre e soberano, um Paraná economicamente independente heis a questão principal.
Após a criação da ELETROBRAS em 1954, de uma maneira mais significativa, cidadãos de outros estados brasileiros, com seus impostos e consumo de energia também contribuíram para a construção deste MEGA PATRIMONIO PUBLICO.
Eu não preciso ser um gênio para compreender que essa complexa rede de eletrificação é essencial para o desenvolvimento, para a paz social interna, para a segurança externa, independência e soberania da nação brasileira. Sendo do interesse e da necessidade de todos, sendo dependente de recursos hídricos, que é um bem pertencente à União e, portanto a todos os cidadãos brasileiros, e ter custado tanto dinheiro publico sem o qual seria impossível implantar eficientemente no Brasil tal patrimônio, não só é lógico, mas é de absoluto bom senso que continue ou que continuasse sendo gerida por quem gere atualmente, no Brasil e particularmente no Paraná. Mas a partir de 1995 com a lei federal mais burra que o governo federal promulgou a Lei 9074, o governo federal, o mais entreguista que já tivemos, e que, em nome da globalização da economia (interesse expresso dos países ricos) pôs propositada ou inconseqüentemente em risco, não só a nossa soberania territorial, mas também a nossa liberdade econômica e energética. Iniciou a entrega desse patrimônio energético e essa garantia estratégica de soberania energética, vendendo no início a Vale do Rio Doce e seus direitos de lavra, posteriormente setores da comunicação, depois setores geradores de energia elétrica e em breve venderá a energia petrolífera. O nosso Paraná irresponsavelmente foi atrás. Como vivemos em tempos de paz, e a crise mundial ainda não se manifestou em toda a sua extensão, nada parece ter mudado, porém bastará uma guerra, nossa ou mundial... Outra guerra no Golfo e se manifestará toda a nossa ingenuidade e dependência. A África nunca deixou de ser sugada, e nós vamos pelo mesmo caminho.
Conseqüências futuras.
Ora se eu entrego esse patrimônio, por exemplo, para argentinos, e o povo brasileiro se indispõe com os argentinos em uma guerra como já houve no passado, será possível que ninguém veja o que isso significa ou significaria? E se entrego esse patrimônio a um capital internacional sem escrúpulos e sem fronteiras ou bandeiras, colocamos toda a nossa possibilidade de industrialização livre na mão de estrangeiros’. Responda você, estamos ou não estamos nas mãos deles. Sem contar que esse patrimônio incalculável estará sendo “passado”, vendido por valores infinitamente menores, vergonhosamente menores, para grupos particulares, nacionais ou estrangeiros, que farão uso desse mesmo patrimônio público acumulado historicamente e também de recursos hídricos que a ninguém pertence, Receberemos não dinheiro, mas credito, papeis, maracutaias em pagamento de 47 anos de Trabalho da COPEL. Além do que entregamos aos interesses alheios aos nossos uma imensa multidão de consumidores cativos, e os entregamos sem riscos, para essas minorias “privilegiadas” cavarem os seus lucros ainda mais selvagens do que os do serviço publico. Virão cavar ainda mais fundo no bolso de nossos cidadãos “livres”. Já não tão livres pelo visto. Mas não é só o direito de cavar como também o de dominar a nossa futura economia. Ainda não basta o que o povo já pagou, é preciso ainda espoliá-lo de seu legitimo patrimônio? Porque não há como separar na realidade os geradores de energia dos distribuidores de Energia. Porque se calam os deputados, os vereadores, os deputados federais, os senadores, os militares, enfim não são esses os nossos legítimos representantes? Não ganham enormes salários para defender o bem público, a liberdade e soberania da nação, o interesse geral do povo? Ou estão vendidos aos seus interesses eleitorais, ao carreirismo, aos secretos desejos e acertos monetários, ou pior são apenas covardes?
A imprensa.
Para escrever esse superficial trabalho estive na sessão de documentação Paranaense da Biblioteca Pública consultando velhos jornais. Concluo o seguinte. Desde a criação da COPEL pela Lei 14.947 de novembro de 1954 pode-se dizer que a companhia passou, principalmente no seu inicio, por momentos difíceis. E a imprensa noticiou.
Todavia a imprensa como um todo, e a empresa, vai construindo através destes longos anos, pelas noticias e pelas matérias institucionais e pelo trabalho de qualidade inegável uma imagem de uma COPEL competente que serviu de exemplo nacional e de apoio publicitário e panfletário para muitos governadores. De fato a COPEL com 47 anos de existência e mais de 10.000 funcionários. É uma empresa consolidada, nacional e internacionalmente.
Acompanhar a expansão da necessidade de serviços exigida por uma população paranaense que dobra a cada dez anos não é mole. É preciso competência. Mentalmente podemos seguir a construção da Usina de Segredo que custou mais de 100 milhões de dólares com tecnologia própria, ou seguir sua história desde Mourão I, sua primeira usina, Chopin I, até a histórica Capivari - Cachoeira no governo Ney Braga, ou Salto Osório construído para a ELETROSUL. Não é tarefa fácil de analisar, porém é incontestável que os anos 90 marcam a consolidação da empresa no fim do Governo Álvaro Dias e no todo do Governo Requião - Mário Pereira com a inauguração de Segredo em setembro de 1992, assim como, percebe-se a nítida expansão da eletrificação rural, o maior programa da América latina no período que se caracteriza no Clic-Rural do Governo José Richa. Não preciso nem se lembrar de Lupion, Paulo Pimentel e principalmente Parigot de Souza, qualquer observador da história da companhia identificará a importância de cada um desses e de outros homens públicos. Citar aqui cada um dos competentes presidentes da Empresa chega a ser inútil, pois não há só um de média grandeza. Mas o que é Flagrante é a radical mudança de opinião por parte da imprensa sobre a empresa pós a Lei privatizadora de 1995. Acuso a imprensa paranaense de preparar voluntária ou involuntariamente, ou tentar preparar a opinião publica para o processo de privatização da COPEL que no meu entender é criminoso. Como, aliás, conscientemente ou não, os profissionais de imprensa estão fazendo também com a PETROBRAS. Como se um acidente ou dois ou três, provocados ou não, pudessem esconder tudo que a PETROBRAS fez e faz pelo Brasil.
A COPEL no contexto.
O povo paranaense carece de informação sistemática sobre um dado tema e memória. Por isso procuro aqui dar pinceladas de esclarecimento. É tarefa complexa, mas edificante perceber como houve a gradativa necessidade de intervenção do Estado nos setores Energéticos. Em especial no Brasil. Pesquisem senhores. Vejam como o Brasil se destacou dos outros países sul americano. Acompanhar no Paraná desde a instalação da primeira lâmpada elétrica no Passeio Público em 1886 conforme nos conta a pena de David Carneiro, às lutas posteriores contra os permissionários privados do início, os black-out e pisca-pisca da energia que duraram até os anos 50 no auge do prestigio das companhias de energia privadas de então entender o Governo Vargas. Pouco antes testemunhar a má qualidade do serviço da South Brazilian em 1912, as denuncia veementes de Caetano Munhoz da Rocha, a construção da CHAMINÉ em 1930, a primeira usina de porte do estado, a constituição da prepotente "Empresas Elétricas Brasileiras" a partir American Foreign Company capital e domínio estrangeiro com nome brasileiro; passar pela revolução de 1930 e os desmandos políticos e empresariais no estado e no Brasil; perceber pela imprensa a ação popular contra a companhia Força e Luz no Paraná em 1932; testemunhar na década de 50 o gradativo e necessário envolver-se do governo na geração, padronização técnica e distribuição da Energia. A necessidade de um plano nacional de política energética entre 38 e 45 com a Grande Guerra. A criação da Eletrobrás em 54 com esse fim, o surgimento do Ministério da Minas e Energia em 1960 e a legislação nacional conduzindo a política energética para o capital publico; a Eletrosul disputando e cooperando com a COPEL; o complexo sistema de parceria com os autoprodutores, a absorção de companhias privadas existentes então em Ponta Grossa, Castro, Pirai etc. Assistir o Surgimento magnânimo da Itaipú Bi - nacional. Vislumbrar a criação da SIMEPAR, (COPEL e Investigação Agronômica do Paraná e o centro de hidráulica e hidrologia Parigot de Souza), orçados em 32 milhões de dólares e considerados a melhor rede de investigação meteorológica do estado e o melhor centro de pesquisa em hidrologia. Ver enfim a COPEL prestado assessoria à Colômbia, Equador, Venezuela, Chile, China e Gabão. Ligar o nosso aparelho em casa e vê-los funcionar com toda segurança com tecnologia e obra das mãos de paranaenses. Chegamos enfim numa empresa lucrativa, madura, produzindo mais energia que a requerida pelo consumo do Paraná e fornecendo a outros estados conforme nos informam os seus próprios “Informes Estatísticos”. Isto tudo num país em que três quartos do potencial hidroelétrico inventariado ainda permanecem inaproveitados, segundo nos informa a Eletrobras . Um país de futuro se governado por apaixonados pelo trabalho, não pelos apaixonados por dinheiro, e muito menos dinheiro estrangeiro. A liberdade não se vende.
Infelizmente, pela imprensa, não se pode perceber o que fez no setor energético o atual governador. Aparentemente nada. Sabe-se que vem se esforçando para a venda da COPEL. Você pode entender o por quê? Eu não.
Lamento também que a COPEL aparentemente não seja mais uma família, pois uma família defende os seus interesses, ainda que para isso, seus membros tenham que tirar recursos dos próprios bolsos. Vejo a família de copelianos calada. Omissa.
Defenda meu amigo o Paraná e o Brasil soberano independente e livre.
Meu Deus, na mente do capital internacional pessoas (brasileiros) são apenas números que podem ser “deletados” num aperto de botão. Clic ... E a luz apagou na mão de quem não ama a pátria, mas cobiça as riquezas de seu chão.
Wallace Requião de Mello e Silva.
É psicólogo, foi assessor na Câmara Municipal de Curitiba,
Na Assembléia Legislativa do Paraná, e Secretário na Câmara Federal em Brasília..
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Meio Ambiente e Energia
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Bioenergia
Transgênicos, energia e a ONU.
Quando o mágico quer preparar o seu truque, ele desvia a atenção para uma das suas mãos, enquanto prepara o truque com a outra. A ONU, faz isso na questão dos transgênicos, distraí a atenção desviando os debates de questões centrais. É um grande teatro, onde os brasileiros são os montadores do palco e as vitimas estultas do drama que se encena.
Na Gazeta do Paraná de 1 de abril de 2005, dia da mentira, o relator das ONU, Jean Ziegler, critica a liberação do plantio de transgênicos no Brasil.
Hoje, pelo contrario, já se aceita, com o silêncio da ONU o plantio, com ou sem rótulo, como se ele não contaminasse as lavouras, e como se não fosse essa, a contaminação, a verdadeira intenção dos seus “mentores”.
Para o relator da ONU: “a produção mundial de alimentos já é três vezes superior às necessidades de alimentação da população mundial e não seria necessário o uso da transgenia”. Mas nós, (leio eu nas entrelinhas), precisamos da fome, ela é a ponte pela qual e em nome da qual, podemos intervir em territórios soberanos e dominar os povos.
Percebemos nas entrelinhas que logo, logo, os transgênicos serão proibidos para uso humano. Mas suas plantações já terão conquistado imensas áreas pelo plantio e contaminação. Na verdade nunca se quis os transgênicos para uso humano. A fome, foi apenas o argumento, o Cavalo de Tróia para a introdução dos transgênicos nos paises pobres e em desenvolvimento para dominar-lhes o solo fértil. Promessa de incremento na produção, lucro e comida, a formula mágica empregada na sedução. Esses países pobres, providencialmente os detentores de grandes territórios localizados em zonas tropicais, podem, ou reúnem condição para o plantio de grandes quantidades de grãos oleaginosos. A questão primeira é a patente genética que produz royalties e o controle absoluto sobre as sementes, e também a dependência tecnológica de químicos e insumos produzidos em grandes laboratórios para uso especifico para exploração pelos detentores de suas patentes. Você dirá mas porque?
A própria ONU em 1995, produziu um relatório sobre a crise mundial de petróleo e de seus derivados, que, dizia: “em espaço menor do que 100 anos, haveremos de atingir o mundo como um todo com a crise do petróleo”.
Você pode avaliar o que isso significa?
Mudar o padrão energético do planeta não é fácil.
No modelo energético mais próximo, na escala de mudanças de padrão, a solução está no álcool combustível e no biodiesel, ou seja nos bio-combustíveis. Ora, os países pobres, com o clima favorável, e grandes áreas passíveis de utilização agrícola, estariam aptos para a produção de grãos. Aptos e capazes, portanto, da produção de bio combustíveis, e isso faria, ou provocaria com uma grande possibilidade, uma mudança no padrão de desenvolvimento da economia desses países, uma revolução das relações de poder mundial, um fomento “circunstancial” que se apresenta como ironia do destino, alimentado e dirigido para os paises pobres, que preservaram suas áreas, porque não puderam explorá-las, e poderiam, agora, começar a vislumbrar as suas independências econômicas e soberanias territoriais, enquanto, outros, os mais ricos, ou pelo clima, ou pela ausência de áreas, tenderiam a mergulhar na grave crise energética.
Uma revolução no mundo das “cartas” dos jogos econômicos. Ora, a solução encontrada pela cúpula foi controlar o setor agrícola por meio de patentes genéticas e tecnologias de domínio, que acabariam frustrando qualquer tentativa de soberania e independência sobre os bio combustíveis.
O mercado mundial energético estará antecipadamente dominado pelo grande capital que se apropriou tecnicamente e por antecipação das fontes energéticas do futuro, bio combustíveis e potencial hidroelétrico.
Agora, em seqüência, iniciaremos a falsa discussão orquestrada sobre as águas, não por causa da vida humana, porque os pobres, as grandes massas populacionais do planeta, a história comprova, abandonada através de séculos de pratica expropriatória e dominação, que se fodam,... Se morrerem seria melhor, como chegou a propor Kissinger, que queria eliminar um terço da população do México, mas, pelo contrario, as águas, por causa da sua livre utilização como fonte energética, provocam o mesmo fenômeno, a possibilidade de mudança do padrão energético de paises pobres e isso diz respeito ao poder e ao controle do poder mundial. Assim as chamadas hidroelétricas, os rios, as águas subterrâneas, devem ser “dominadas” por leis espertas, com “rotulagem” ambiental controladoras das águas; que devem ser redirecionadas, furtando-se do controle dos interesses nacionais de nações emergentes e dirigindo-se para os interesses do macro capital sem bandeira.
Por ultimo, quem algum dia viu ou leu os trabalhos de Pavlov, o fisiologista russo autor da psicologia baseada nos reflexos condicionados, sabe que pós a Segunda Grande Guerra, baseados nas teses de Pavlov, começaram a surgir teorias do controle das populações, primeiro pela genética, pelo controle da natalidade das populações, depois pelo controle do alimento e da água, consideradas por muitos como armas alimentares, e meio de manipulação das massas. Livros foram escritos sobre a possibilidade de se usar os alimentos como arma de controle de nações inteiras, ou seja, pela tese do reforço (água, alimento e privação), podemos moldar o comportamento humano, submetendo multidões.
De qualquer forma a “apropriação da vida”, na forma do registro de “patentes genéticas” e insumos tecnológicos, e o conseqüente e esperto controle dos recursos naturais pelo “governo mundial”, que a cada dia se aproxima, estará levando as populações de todos os paises para a mais completa servidão que a humanidade conheceu.
O show esta já montado, as discussões foram criadas para distrair. A ONU é uma ferramenta. O critério do consenso, ou seja, o da maioria absoluta, é totalmente antidemocrático, pois privilegia as minorias, como você viu, 170 paises estavam a favor da rotulagem, bastaram três discordar, e as minorias venceram, três venceram 167, além de que, como já dissemos, os temas de discussão são absolutamente falsos.
Você certamente não acredita. Estará pensando quem será esse pretensioso?
Então você dirá, quem é esse caipira suburbano que ousa criticar tão ilustres visitantes, conceituados técnicos de fama internacional promovidos e financiados e acobertados pela ONU, e eu respondo: um homem simples que tem olhos para ver, ouvidos para ouvir e caneta para escrever. Publiquem esse texto para ver, no futuro, quem tinha razão. O tempo dirá.
Wallace Requião de Mello e Silva.
Quando o mágico quer preparar o seu truque, ele desvia a atenção para uma das suas mãos, enquanto prepara o truque com a outra. A ONU, faz isso na questão dos transgênicos, distraí a atenção desviando os debates de questões centrais. É um grande teatro, onde os brasileiros são os montadores do palco e as vitimas estultas do drama que se encena.
Na Gazeta do Paraná de 1 de abril de 2005, dia da mentira, o relator das ONU, Jean Ziegler, critica a liberação do plantio de transgênicos no Brasil.
Hoje, pelo contrario, já se aceita, com o silêncio da ONU o plantio, com ou sem rótulo, como se ele não contaminasse as lavouras, e como se não fosse essa, a contaminação, a verdadeira intenção dos seus “mentores”.
Para o relator da ONU: “a produção mundial de alimentos já é três vezes superior às necessidades de alimentação da população mundial e não seria necessário o uso da transgenia”. Mas nós, (leio eu nas entrelinhas), precisamos da fome, ela é a ponte pela qual e em nome da qual, podemos intervir em territórios soberanos e dominar os povos.
Percebemos nas entrelinhas que logo, logo, os transgênicos serão proibidos para uso humano. Mas suas plantações já terão conquistado imensas áreas pelo plantio e contaminação. Na verdade nunca se quis os transgênicos para uso humano. A fome, foi apenas o argumento, o Cavalo de Tróia para a introdução dos transgênicos nos paises pobres e em desenvolvimento para dominar-lhes o solo fértil. Promessa de incremento na produção, lucro e comida, a formula mágica empregada na sedução. Esses países pobres, providencialmente os detentores de grandes territórios localizados em zonas tropicais, podem, ou reúnem condição para o plantio de grandes quantidades de grãos oleaginosos. A questão primeira é a patente genética que produz royalties e o controle absoluto sobre as sementes, e também a dependência tecnológica de químicos e insumos produzidos em grandes laboratórios para uso especifico para exploração pelos detentores de suas patentes. Você dirá mas porque?
A própria ONU em 1995, produziu um relatório sobre a crise mundial de petróleo e de seus derivados, que, dizia: “em espaço menor do que 100 anos, haveremos de atingir o mundo como um todo com a crise do petróleo”.
Você pode avaliar o que isso significa?
Mudar o padrão energético do planeta não é fácil.
No modelo energético mais próximo, na escala de mudanças de padrão, a solução está no álcool combustível e no biodiesel, ou seja nos bio-combustíveis. Ora, os países pobres, com o clima favorável, e grandes áreas passíveis de utilização agrícola, estariam aptos para a produção de grãos. Aptos e capazes, portanto, da produção de bio combustíveis, e isso faria, ou provocaria com uma grande possibilidade, uma mudança no padrão de desenvolvimento da economia desses países, uma revolução das relações de poder mundial, um fomento “circunstancial” que se apresenta como ironia do destino, alimentado e dirigido para os paises pobres, que preservaram suas áreas, porque não puderam explorá-las, e poderiam, agora, começar a vislumbrar as suas independências econômicas e soberanias territoriais, enquanto, outros, os mais ricos, ou pelo clima, ou pela ausência de áreas, tenderiam a mergulhar na grave crise energética.
Uma revolução no mundo das “cartas” dos jogos econômicos. Ora, a solução encontrada pela cúpula foi controlar o setor agrícola por meio de patentes genéticas e tecnologias de domínio, que acabariam frustrando qualquer tentativa de soberania e independência sobre os bio combustíveis.
O mercado mundial energético estará antecipadamente dominado pelo grande capital que se apropriou tecnicamente e por antecipação das fontes energéticas do futuro, bio combustíveis e potencial hidroelétrico.
Agora, em seqüência, iniciaremos a falsa discussão orquestrada sobre as águas, não por causa da vida humana, porque os pobres, as grandes massas populacionais do planeta, a história comprova, abandonada através de séculos de pratica expropriatória e dominação, que se fodam,... Se morrerem seria melhor, como chegou a propor Kissinger, que queria eliminar um terço da população do México, mas, pelo contrario, as águas, por causa da sua livre utilização como fonte energética, provocam o mesmo fenômeno, a possibilidade de mudança do padrão energético de paises pobres e isso diz respeito ao poder e ao controle do poder mundial. Assim as chamadas hidroelétricas, os rios, as águas subterrâneas, devem ser “dominadas” por leis espertas, com “rotulagem” ambiental controladoras das águas; que devem ser redirecionadas, furtando-se do controle dos interesses nacionais de nações emergentes e dirigindo-se para os interesses do macro capital sem bandeira.
Por ultimo, quem algum dia viu ou leu os trabalhos de Pavlov, o fisiologista russo autor da psicologia baseada nos reflexos condicionados, sabe que pós a Segunda Grande Guerra, baseados nas teses de Pavlov, começaram a surgir teorias do controle das populações, primeiro pela genética, pelo controle da natalidade das populações, depois pelo controle do alimento e da água, consideradas por muitos como armas alimentares, e meio de manipulação das massas. Livros foram escritos sobre a possibilidade de se usar os alimentos como arma de controle de nações inteiras, ou seja, pela tese do reforço (água, alimento e privação), podemos moldar o comportamento humano, submetendo multidões.
De qualquer forma a “apropriação da vida”, na forma do registro de “patentes genéticas” e insumos tecnológicos, e o conseqüente e esperto controle dos recursos naturais pelo “governo mundial”, que a cada dia se aproxima, estará levando as populações de todos os paises para a mais completa servidão que a humanidade conheceu.
O show esta já montado, as discussões foram criadas para distrair. A ONU é uma ferramenta. O critério do consenso, ou seja, o da maioria absoluta, é totalmente antidemocrático, pois privilegia as minorias, como você viu, 170 paises estavam a favor da rotulagem, bastaram três discordar, e as minorias venceram, três venceram 167, além de que, como já dissemos, os temas de discussão são absolutamente falsos.
Você certamente não acredita. Estará pensando quem será esse pretensioso?
Então você dirá, quem é esse caipira suburbano que ousa criticar tão ilustres visitantes, conceituados técnicos de fama internacional promovidos e financiados e acobertados pela ONU, e eu respondo: um homem simples que tem olhos para ver, ouvidos para ouvir e caneta para escrever. Publiquem esse texto para ver, no futuro, quem tinha razão. O tempo dirá.
Wallace Requião de Mello e Silva.
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